Um aparelho celular furtado dentro da Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas foi recuperado pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (17). Um homem de 43 anos foi preso em flagrante pelo crime de receptação após ser encontrado com o telefone, que estava sendo rastreado pela família da vítima.

Segundo as informações policiais, a ocorrência teve início após a filha da vítima acionar a corporação informando que estava acompanhando, por meio de um sistema de localização, o celular pertencente à sua mãe, furtado no hospital na última segunda-feira (15). O rastreamento indicava que o aparelho estava em uma residência na Rua Limão, no Bairro Vila Garcia.

Ao chegarem ao endereço, os militares fizeram contato com o proprietário do imóvel, que informou que a casa passava por reformas e que desconhecia qualquer aparelho relacionado ao furto. Durante as diligências, os policiais entrevistaram um trabalhador que atuava na obra.

O homem relatou aos policiais que havia adquirido, na noite de segunda-feira (15), um celular da marca Redmi, de cor preta, por R$ 550,00. Segundo ele, o aparelho foi oferecido por um indivíduo conhecido apenas pelo apelido de “Tuta”, descrito como uma pessoa de cabelos pintados de verde.

Ainda conforme a PM, o suspeito apresentou espontaneamente o aparelho aos militares, retirando-o de sua mochila. Após a conferência dos dados e das características do telefone, foi constatado que se tratava do mesmo celular furtado na Santa Casa.

Diante da situação, os policiais deram voz de prisão ao suspeito pelo crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal. Ele foi conduzido para a Delegacia de Plantão juntamente com o aparelho recuperado.

O suspeito disse que negociou diretamente com o vendedor e que o pagamento de R$ 550,00 sequer havia sido realizado, estando combinado para a próxima sexta-feira (19). Ele declarou que o vendedor não apresentou nota fiscal, comprovante de propriedade ou qualquer documento referente ao aparelho.

O suspeito também afirmou que conhecia o indivíduo que oferecia o aparelho e admitiu saber que o homem possui envolvimento com a criminalidade. Apesar disso, alegou que não desconfiou que o celular pudesse ser produto de furto. Segundo ele, a necessidade de possuir um telefone para manter contato com clientes e assuntos de trabalho o levou a aceitar a proposta de compra. A pessoa que havia vendido o celular não foi localizado.