O café produzido na Região do Cerrado Mineiro está cada vez mais presente nas mesas e cafeterias ao redor do mundo. Com origem certificada e reconhecida pela qualidade, o produto já chega a consumidores de mais de 50 países, consolidando a região como uma das principais referências internacionais na produção de cafés especiais.
Os números da safra 2025/2026 confirmam esse protagonismo. A Região do Cerrado Mineiro encerrou o ciclo com 419,9 mil sacas de 60 quilos certificadas pela Denominação de Origem (D.O.), mantendo o recorde alcançado na safra anterior e consolidando um crescimento que praticamente triplicou o volume certificado em apenas três anos.
O principal destino dos cafés certificados continua sendo a Europa. O continente recebeu 132,2 mil sacas, o equivalente a 68,5% de todo o volume exportado. Na sequência aparecem a América do Norte, responsável por 22% das compras, seguida pela Ásia (3,8%), Oriente Médio (3,3%) e Oceania (2,4%).
Entre os países que mais apreciam o café do Cerrado Mineiro estão Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha. Sozinhos, esses cinco mercados concentraram mais de 61% de todas as exportações dos cafés certificados durante a safra, demonstrando o prestígio da origem mineira entre alguns dos consumidores mais exigentes do planeta.
Além de ampliar sua presença internacional, o sistema de certificação também fortaleceu a rastreabilidade da produção. Ao longo da safra, foram registrados 279 compradores diferentes, permitindo acompanhar o percurso do café desde a propriedade rural até o consumidor final e garantindo segurança, transparência e autenticidade ao produto.
A força da marca Cerrado Mineiro também pode ser medida pela presença junto ao consumidor final. Cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem foram aplicados em embalagens comercializadas no Brasil e no exterior, impulsionados principalmente pela parceria com a illycaffè. O resultado é um café que leva, além da qualidade, a garantia de procedência e autenticidade para consumidores espalhados por mais de 50 países.
Com os resultados consolidados, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado já definiu um novo desafio. A meta para a safra 2026/2027 é certificar pelo menos 600 mil sacas de café com Denominação de Origem, um crescimento de quase 43% em relação ao ciclo encerrado, reforçando a estratégia de ampliar ainda mais a presença do café do Cerrado Mineiro nos mercados nacional e internacional.
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