Uma mulher foi acusada de agredir fisicamente e xingar uma professora dentro de uma escola municipal no distrito de Canoeiros, em São Gonçalo do Abaeté. O caso foi registrado pela Polícia Militar como contravenção penal de vias de fato. O caso foi encaminhado à justiça nesta quarta-feira (02).

Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência aconteceu na manhã do dia 24 de agosto, após a PM ser acionada para comparecer à instituição de ensino. Conforme relatado aos militares, a avó de uma aluna teria ido até a escola após a professora chamar a atenção da criança.

De acordo com a vítima, o problema já vinha ocorrendo havia algum tempo. Na ocasião, a mulher teria iniciado uma discussão, proferido xingamentos e provocações contra a professora e, em seguida, dado um empurrão nela. A educadora afirmou que não revidou a agressão.

Duas testemunhas que estavam na escola também foram ouvidas pela Polícia Militar. A primeira relatou ter presenciado a autora se aproximar da professora, proferir xingamentos e empurrá-la. Segundo o registro, a segunda confirmou a versão apresentada.

Avó apresentou outra versão. A mulher apontada como autora relatou que sua neta estaria sofrendo perseguição por parte da professora. A acusada afirmou que a docente teria beliscado a criança durante as aulas, proibido que ela bebesse água e colocado a menina de castigo. Insatisfeita com a situação, ela admitiu aos militares que foi até a escola e agrediu a professora.

Após a intervenção policial, a avó da criança foi localizada em um bar às margens da BR-040, onde apresentou sua versão dos acontecimentos. Não houve prisão. O registro aponta que nenhum dos envolvidos apresentava lesões aparentes.

A Polícia Militar lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), enquadrando a conduta, em tese, no artigo 21 da Lei de Contravenções Penais, que trata da prática de vias de fato.

Por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, a avó da aluna assinou um termo de compromisso para comparecer ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Patos de Minas. A audiência ainda será definida pela Justiça.