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Zezão se apresenta e confessa que participou do latrocínio, mas não atirou no empresário

Lucas José da Silva, o Zezão, se apresentou nesta quarta-feira (03) na Delegacia de Patos de Minas e fez uma reviravolta no caso.

Lucas José da Silva, o Zezão, se apresentou nesta quarta-feira (03) na Delegacia de Patos de Minas e fez uma reviravolta no caso. Ele confessou ter planejado e executado o latrocínio contra o empresário Jairo Pinto de Oliveira, mas negou ter disparado contra a vítima. Ele informou que estava dirigindo a motocicleta e o Fernando de Assis Silva Jr., “Fernandinho”, fez os disparos.

De acordo com o Delegado Luís Mauro Sampaio, agora é possível ter uma visão mais clara dos fatos e está mais fácil saber a participação de cada um. Segundo ele, os quatro envolvidos no crime já estão identificados e agora só falta a apreensão do menor de 17 anos para se ter certeza da participação dos acusados.

No depoimento, Zezão disse que ele, o Fernandinho e o menor teriam planejado o assalto no dia anterior ao fato. De acordo com ele, o lucro do assalto seria dividido entre 3 pessoas, não sabendo da participação de Wesley Wellington da Silva, o cascavel. Zezão disse que o menor ficou de tocaia próximo ao supermercado para passar “a fita” e o Fernandinho, na garupa da moto, anunciou o assalto, entrou em luta corporal com Jairo e fez os disparos.

O advogado, Wiliam Custódio da Silva, informou que possui provas concretas de que Zezão estava conduzindo a moto no dia do fato e não teria feito os disparos como tinha relatado o Fernandinho. De acordo com o advogado, gravações mostram uma pessoa com um capacete prata, camisa longa (para esconder as tatuagens), calça jeans e tênis conduzindo a moto. As roupas são as mesmas usadas pelo Zezão no dia do latrocínio.

Luís Mauro informou que o inquérito já foi finalizado e encaminhado para o Ministério Público. O pedido de apreensão do menor também já foi feito, mas a justiça ainda não se pronunciou.

Zezão na entrevista, bastante abatido, disse que não esperava que isso tivesse acontecido. “Agora é pagar, mas somente pelo que fiz”, lamentou. Os acusados do bárbaro crime que chocou a sociedade patense, se condenados, poderão pegar uma pena de até 30 anos de prisão.

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