Vítima foi agredida com tapas antes de ser morta com facada em Patos de Minas, diz delegado

O delegado Luís Mauro Sampaio concedeu entrevista para o Patos Hoje e falou sobre as investigações até o momento.


A Justiça converteu em preventivas as prisões do jovem, de 22 anos, e do homem, de 42, suspeitos do assassinato de Alex José Maciel, de 37 anos, ocorrido no sábado (24), no bairro Jardim Paulistano, em Patos de Minas. O delegado Luís Mauro Sampaio concedeu entrevista para o Patos Hoje e falou sobre as investigações até o momento.

Segundo Luís Mauro, o que se sabe até o momento, por meio dos depoimentos dos suspeitos, é que eles estavam na residência do Alex, onde faziam consumo de bebida alcoólica. Em determinado momento, aconteceu uma discussão e um dos suspeitos desferiu tapas no rosto de Alex, que caiu no chão. Neste momento, a vítima já estaria embriagada devido à grande quantidade de álcool ingerido.

Com Alex caído no chão, um dos suspeitos pegou a faca e entregou para o outro, instigando para que fosse dado o golpe, até que o golpe é desferido na região do pescoço da vítima. Quando o SAMU chegou no local, Alex ainda estava com vida, porém ele não resistiu e faleceu. De acordo com o delegado, os suspeitos jogaram a culpa da facada “um no outro”, mas as investigações apontam, até o momento, que o homem de 42 anos teria desferido o golpe, enquanto que o jovem auxiliou e ficou instigando. A faca utilizada no crime foi jogada em uma área de mata e ainda não foi localizada.

Ainda segundo o delegado, a discussão aconteceu porque o suspeito mais velho teria afirmado que Alex cometeu crimes sexuais, sem nenhuma comprovação. Os suspeitos também teriam afirmado que a vítima havia dito que tinha matado um jovem, que é considerado desaparecido desde 2018, porém, segundo o delegado, não há comprovação desta história até o momento.

De acordo com Luís Mauro, até o momento, as investigações apontam um homicídio com pelo menos três qualificadora: meio cruel, dificuldade de defesa da vítima e o motivo fútil ou torpe, que será analisado no decorrer do inquérito. O delegado afirmou que as penas podem ultrapassar 25 anos de prisão.

O delegado ressaltou que os órgãos responsáveis seguem empenhados para solucionar e punir quem comete crimes como o que aconteceu no sábado. Ela também destacou que a população pode ajudar nas investigações por meio de denúncias anônimas no 181.

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