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Vice-presidente Michel Temer diz que não é hora de acirrar ânimos e dividir brasileiros

O vice-presidente da República defendeu a unidade nacional e o diálogo entre todas as correntes.

O vice-presidente da República Michel Temer disse hoje (12), durante discurso na convenção nacional do PMDB, que “não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros”. Segundo ele, em um momento atual de grave crise política e econômica, a hora é “de construir pontes”.

O PMDB deve reconduzir Temer à presidência nacional do partido. No total, 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional.

Temer voltou a defender a unidade nacional e o diálogo entre todas as correntes de opinião. “O PMDB sempre teve diversidades internas, mas [que] convergem em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do país”.

Ele afirmou que o partido vai apresentar em breve uma proposta para garantir e ampliar avanços sociais e a igualdade de oportunidades para todos. “São propostas que visam a repor a confiança dos setores produtivos ampliando o nível do emprego. Não podemos nos abater nem perder a confiança no futuro”.

Segundo Temer, não é possível “ignorar que o país enfrenta uma gravíssima crise política e econômica”. “O quadro recessivo e o desemprego são realidades que devem ser combatidas com políticas de valorização da iniciativa privada e de estímulo de expansão da competitividade ao lado de medidas de ajuste”, acrescentou.

Principal partido da base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff, o PMDB chega dividido à convenção entre manter o apoio ao governo ou decidir pelo afastamento.

Na chegada à convenção, o senador Romero Jucá (RR) disse que, em até 30 dias, o Diretório Nacional do partido vai decidir se mantém apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

Já o vice-presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), voltou a defender que o partido adote no encontro uma posição de independência em relação ao governo Dilma, inclusive abrindo mão dos cargos que ocupa no Executivo.

Durante a convenção, parlamentares discursaram e pediram a saída imediata do partido da base aliada do governo. Muitos dos presentes na plateia do centro de convenções onde é realizado o encontro gritaram “Saída Já”, “Fora Dilma” e “Fora PT”.

Fonte: Agência Brasil

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