Vereadores aprovam doação de terrenos de 33 mil metros quadrados para a Suinco

O vereador João Bosco de Castro Borges foi o único parlamentar presente na reunião a votar contra.

Imagens internas da Suinco em Patos de Minas.

A Câmara Municipal de Patos de Minas aprovou  na última reunião ordinária a doação de dois terrenos que juntos totalizam mais de 33 mil metros quadrados para a Suinco. Os imóveis estão localizados no Distrito Industrial IV e serão utilizados ampliar as atividades da indústria no município. O vereador João Bosco de Castro Borges foi o único parlamentar presente na reunião a votar contra.

Ao justificar o voto contrário à doação dos dois terrenos para a Suinco, o vereador João Bosco argumentou que a Cooperativa de Suinocultores – Suinco - já foi beneficiada por outras duas doações de bens da Prefeitura de Patos de Minas. Segundo ele, a Suinco ganhou terreno para se instalar e posteriormente recebeu doação de equipamentos que eram do Matadouro Municipal.

“É inadmissível. Os poderosos que têm poder econômico e político recebem mais força ainda econômica por parte do município, enquanto muitas empresas até pequenas, médias, tentam se instalar, que vão gerar 10 empregos, 20 empregos, não conseguem área”, justificou o vereador.

O Projeto de Lei que autoriza a doação dos dois imóveis para a Suinco é de autoria do Executivo. Na Justificativa, a empresa argumenta que usará os imóveis para ampliar a unidade comercial e/ou industrial em Patos de Minas, que pretende aumentar sua produção com abate de 2.000 animais/dia e diversificação do portfólio, com a implantação do setor de desossa bem como da linha de industrializados, o que demandará novos investimentos em máquinas, equipamentos e obras civis e a contratação de 60 empregados.

O Projeto de Lei prevê ainda que a empresa seja obrigada a contribuir, anualmente, para o Fundo Municipal de Cultura, com o percentual de 3% sobre o valor do bem recebido, a título de contrapartida. A Suinco deverá iniciar as obras em 180 dias e entrar em funcionamento em  no máximo dois anos após a entrega da escritura.

Os vereadores Isaías Martins e Paulinho do Sintrasp não participaram da reunião.

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