Vereador de São Gotardo tem mandato cassado após condenação por ameaça e porte ilegal de arma

Com o trânsito em julgado da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Câmara Municipal formalizou a perda do cargo.

O vereador de São Gotardo, Renê Luiz César Ferreira, teve o mandato cassado nesta terça-feira (28), após condenação criminal definitiva pelos crimes de ameaça e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Com o trânsito em julgado da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Câmara Municipal formalizou a perda do cargo.

De acordo com os autos, o caso ocorreu em janeiro de 2024, quando o parlamentar ameaçou um ex-sócio durante um desentendimento em um bar e chegou a sacar uma arma de fogo para intimidá-lo.

Na decisão, a Justiça apontou que a conduta do vereador é “mais reprovável que o ordinário”, destacando que, por ocupar cargo público, deveria manter comportamento compatível com a função.

A pena foi fixada em 2 anos de reclusão e 10 dias-multa, sendo substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento pecuniário.

Com a condenação definitiva, houve a suspensão dos direitos políticos, o que resultou automaticamente na perda do mandato, conforme a Constituição Federal. A medida foi formalizada pela Mesa Diretora da Câmara em ato declaratório.

O documento também declara a vacância do cargo e determina a convocação do suplente para assumir a vaga. A legislação prevê cumprimento imediato da decisão. Em caso de descumprimento, os responsáveis podem ser alvo de medidas administrativas e judiciais.

O Patos Hoje entrou em contato com Renê Luiz, que se pronunciou por meio de mensagem. Confira o texto na íntegra:

“Gostaria de esclarecer que os fatos não condiz com a realidade, que entrei pela vontade do povo e estou saindo contra a vontade do povo. Nada relacionado a política fatos não condizem com a verdade. Estou cabível de defesa onde sigo aguardando a verdade e a justiça. Entrei pela porta da frente de cabeça erguida e saio temporariamente da mesma forma. ”

Quem assume a vaga é o Alaelso do Ônibus. Em manifestação, o advogado do suplente, Dr. Daniel Antunes, afirmou que a decisão segue o que determina a legislação. Segundo ele, “toda pessoa quando se lança numa disputa eleitoral aceita as regras do jogo democrático. A legislação é para ser cumprida. As decisões judiciais para serem respeitadas”.

Ainda conforme o advogado, com a condenação criminal transitada em julgado, houve a suspensão dos direitos políticos, o que impede o exercício do mandato. Ele destacou que a perda do cargo é consequência automática da decisão judicial e que a Câmara apenas cumpriu a determinação. “Decisão judicial não se discute, se cumpre”, afirmou.

O advogado também parabenizou a Mesa Diretora pelo cumprimento da Constituição e do Poder Judiciário e destacou que o suplente deverá assumir a vaga na Câmara Municipal.

Texto: Paranaíba Agora/Gilberto Martins

Últimas Notícias

Feriado do Dia do Trabalhador terá restrição para veículos pesados nas rodovias da região; veja

Veja mais

Motorista de bitrem é preso em flagrante após acidente com moto no Centro de Patos de Minas

Veja mais

Idoso de 82 anos morre após cair de pé de abacate de cerca de 12 metros de altura

Veja mais

Casa lotada e emoção marcam gravação do DVD “Frequência”, novo projeto de Mateus Ferraz e Thiago

Veja mais

Caminhão tanque de leite pega fogo e mobiliza Corpo de Bombeiros na zona rural de Lagoa Formosa

Veja mais

Prefeitura aposta em semáforos para tentar reduzir congestionamentos na Ponte do Arco

Veja mais