Família doa órgãos, inclusive coração, mas aeroporto em obras impede captação

Os profissionais tentaram de todo o modo encontrar um aeroporto para estacionar a aeronave que buscaria os órgãos.


Hospital Regional Antônio Dias ( Foto: Ilustração )
O transplante de órgãos é a esperança de inúmeros pacientes que aguardam em longas filas pelo Brasil. Para tentar salvar vidas, os profissionais tem se desdobrado para sensibilizar as pessoas para procederem as doações. Uma família ficou sensibilizada com a causa em Patos de Minas, mas o resultado deixou frustrados os profissionais do Hospital Regional.

De acordo com o técnico em enfermagem, Wendel Carlos Souza, da Comissão de Transplantes do Hospital Regional, a família de um homem de 49 anos, que teve morte encefálica decretada na noite de segunda-feira (16) por disparo de arma de fogo, resolveu doar todos os órgãos do paciente, mas o que poderia ter sido a primeira captação de um coração na cidade acabou em frustração.

Os profissionais tentaram de todo o modo encontrar um aeroporto para estacionar a aeronave que buscaria os órgãos em Patos de Minas, mas acabou não sendo possível. Segundo Wendel, não bastasse o Aeroporto Municipal de Patos de Minas estar em obras, o aeroporto de Patrocínio também estava fechado. Ele contou que até o prefeito Pedro Lucas tentou resolver a situação, mas nada pôde ser feito.

Wendel contou que apenas os rins puderam ser captados para doação. O coração, o pâncreas e o fígado se perderam. O profissional destacou a solidariedade do povo patense informando as várias pessoas que já receberam órgãos de doadores na cidade. “Do início do ano até agora, foram 7 doações múltiplas de órgãos. De córneas, foram 14 somente de julho até agora,” informou.

O técnico também informou que a fila de espera por algum órgão no país é muito extensa. Ele ressaltou a importância das doações e reiterou o pedido para que as pessoas continuem se sensibilizando. “O momento é difícil para os familiares, mas os órgãos podem ajudar outros pacientes que passam por procedimentos difíceis como a hemodiálise”, exemplificou.

Autor: Farley Rocha

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