Entre as maiores bacias leiteiras do país, Patos de Minas comemora o Dia Mundial do Leite

Com alta produtividade do rebanho e produção superior a 1 milhão de litros/dia, o município tem a maior bacia leiteira do estado e a segunda maior do país.

Propriedades em Patos de Minas investem alto e se especializam na produção de leite.

Criada pela FAO, órgão das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o Dia Mundial do Leite tem um significado importante para Patos de Minas. Mais do que terra do milho, hoje, a cidade pode ser considerada também a terra do leite. Com alta produtividade do rebanho e produção superior a 1 milhão de litros/dia, o município tem a maior bacia leiteira do estado e a segunda maior do país. O leite tem participação importante na economia.

Com cerca de 200 composições especializadas na produção de leite, a região de Patos de Minas alcança em torno de 3 milhões de litros de leite por dia. A Cemil e a Coopatos recebem e industrializam a maior parte  dessa produção, gerando emprego e renda para a população. Para se ter uma ideia, somente a Cemil capta em torno de 830 mil litros de leite dia de cerca de 7 mil cooperados. A empresa que conta com cerca de 700 colaboradores,  está presente em 19 Estados e alcança fatura de cerca de meio bilhão de reais por ano.

Em Minas, o leite contribui com 12,5% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), estimado em R$ 73 bilhões para 2020. As exportações mineiras de produtos lácteos, no ano passado, totalizaram US$ 16,5 milhões.

Minas Gerais é a principal bacia leiteira do país. Com produção em torno de 9 bilhões de litros por ano, o estado responde por 26% do volume nacional. Mas neste ano, o momento de celebração vem ao encontro da superação de novos desafios. Além de ser período de entressafra na produção leiteira, o momento coincide com o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Na avaliação do diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Feliciano Nogueira de Oliveira, o grande desafio, nesse contexto, é a manutenção da atividade leiteira. “Houve uma redução generalizada do mercado varejista, devido ao fechamento de bares, restaurantes e lanchonetes que são grandes compradores de produtos lácteos”, afirma.

Pesquisa aplicada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, em aproximadamente 400 estabelecimentos elaboradores de produtos lácteos mostrou que mais da metade apresentou algum nível de comprometimento após a pandemia, devido ao fechamento do mercado varejista. Mas segundo o órgão não houve relatos de descarte de leite no Estado.

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