Empresário patense é preso com quadrilha por fraude na compra de combustíveis

A quadrilha é suspeita de ter dado um prejuízo de mais de R$ 120 milhões aos cofres públicos.

A quadrilha é suspeita de ter dado um prejuízo de mais de R$ 120 milhões aos cofres públicos. Depois de 2 anos de investigações, a Polícia Civil do Rio de Janeiro já conseguiu prender 12 acusados de fraudar a distribuição de etanol. O empresário de Patos de Minas, Anderson Alves da Silva, é um dos acusados. Ele foi preso em Patrocínio nessa quinta-feira (02).

De acordo com informações de uma pessoa que preferiu não revelar sua identidade, as duas empresas que ele opera aqui em Patos de Minas ficam na Rua Major Gote, Centro, e na Rua Vereador Josepy Borges de Queiroz, no Bairro Céu Azul. Tendo conhecimento da situação e confirmando que a fraude realmente acontecia, ela também forneceu a foto de Anderson para o Patos Hoje.

A investigação na fraude do etanol começou em 2009. A operação “cana dura”, como foi chamada, cumpriu vários mandados de prisão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Para encobrir as fraudes, os integrantes, em certos casos, abriam empresas fantasmas para emitir notas frias. Dessa forma, o álcool saía da usina direto para o posto de revenda sem passar pela distribuidora, apenas por um atravessador.

A Operação que envolveu 150 agentes começou no Rio de Janeiro onde 9 pessoas foram presas. O décimo suspeito, o patense Anderson Alves, foi encontrado em Patrocínio. Segundo a Polícia Civil, ele seria o atravessador que comprava etanol direto das usinas e revendia para outros estados usando o nome de quatro empresas. O acusado teria sonegado impostos federais e estaduais.

As denúncias revelam que o empresário comprava álcool dizendo que seria para produtos de limpeza e revendia para postos de combustíveis. Anderson ainda teria tentado ocultar provas contra ele, pedindo a uma funcionária para que ela apagasse os registros de compra e venda do computador da empresa. A usina que vendeu o etanol para o suspeito afirma não ter envolvimento nos crimes. Uma mulher que seria funcionária de Anderson prestou depoimento, mas já foi liberada.

O acusado e os outros envolvidos responderão por crimes contra a ordem tributária, ocultação de bens e formação de quadrilha. O processo deverá correr no Rio de Janeiro, para onde Anderson deverá ser levado.

Autor: Farley Júnio

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