Bate boca, ânimos exaltados e discussão marcam audiência de comissão que investiga Lásaro Borges

Houve confusão entre expectadores da audiência.

A Comissão processante que investiga possível compra de votos do Vereador Lásaro Borges ouviu três pessoas que foram mencionadas durante as oitivas. O clima na Câmara Municipal ficou bastante tenso desde o início dos trabalhados. Várias reivindicações do advogado de defesa não foram acolhidas e em alguns pontos houve alteração do tom de voz dos envolvidos. Houve confusão entre expectadores da audiência.

Os depoentes Gilberto Antônio de Sousa, José Pereira da Cunha e Lucas Haslan de Araújo, que foram ouvidos na condição de informantes, responderam às perguntas da comissão e do advogado de defesa Abelardo Mota. Segundo Gilberto, o Vereador Lásaro Borges o procurou e pediu para que ele lhe acompanhasse até a casa do Sr. Francisco. “Ele ofereceu R$4 mil e mais um emprego”, disse Gilberto.


O segundo a ser ouvido foi José Pereira, mais conhecido como Seu Zizico. Ele chamou Lásaro de inimigo e disse que o vereador se sentou na mesa dele. O clima ficou bastante tenso com alteração no tom de voz e bate boca. O advogado disse que o depoimento não poderia ser levado em consideração porque o depoente é adversário direto de Lásaro em disputa pela presidência de um bairro e que os dois possuem certo conflito entre si.


O terceiro foi Lucas Haslan. Ele disse que presenciou o acordo feito pelo vereador e pelo Sr. Francisco na época e disse que houve falta de palavra por parte do parlamentar. O relator da comissão, Vereador Gladston Gabriel disse que o relatório será apresentado nas próximas semanas. Ele disse também que as oitivas foram de extrema importância para que a comissão pudesse trabalhar com mais informações. Além disso, o vereador disso que os trabalhos foram prejudicados em razão de problemas para encontrar o vereador Lásaro Borges.


Segundo o Dr. Abelardo Mota, muitas contradições foram identificadas pela defesa nos depoimentos de hoje. Segundo ele, os três depoentes estariam impossibilitados de depor em razão de terem algum tipo de conflito com o vereador denunciado. Segundo ele, a defesa ficou insatisfeita com os indeferimentos dos pedidos, mas que entende.

Entenda o caso

O vereador Lázaro Borges foi denunciado pelo líder comunitário Francisco Gonçalves de Andrade, conhecido como Chiquinho do Zé Marcolino. Ele disse que foi enganado pelo parlamentar. Francisco disse que o vereador o procurou 4 meses antes das eleições para ajudá-lo na campanha eleitoral. O líder comunitário contou que usou o próprio carro para contribuir com a campanha.

Segundo líder comunitário, em troca do apoio, o vereador iria lhe garantir um trabalho após a eleição. No entanto, após a vitória a promessa não foi cumprida. Chiquinho contou que só foi contratado para trabalhar como motorista em maio de 2021 com um salário mensal de cerca de R$ 1000,00. E mesmo assim, o emprego durou apenas 4 meses e ele foi demitido.

O vereador Lázaro Borges nega as acusações.

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