Claro e Tim são proibidas de transferir ligações do 190 de Uberlândia para Patos de Minas

A decisão estabelece multa diária no valor de R$ 5 mil, limitada a R$ 500 mil, em caso de descumprimento da obrigação pelas operadoras.

Imagem Ilustrativa

Reportagem atualizada às 13h08 desta segunda-feira (09/12) para inserir o posicionamento das empresas

O juízo da 5ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia acatou, parcialmente, o pedido de tutela de urgência feito pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em Ação Civil Pública (ACP), determinando o cumprimento imediato, pela Claro S.A. e pela TIM S.A., da “obrigação de não transferir erroneamente as ligações direcionadas à Polícia Militar de Uberlândia para centrais de atendimento de outras cidades”. A decisão estabelece multa diária no valor de R$ 5 mil, limitada a R$ 500 mil, em caso de descumprimento da obrigação pelas operadoras.

Na decisão, o juiz considerou que “se trata de linha telefônica que presta serviço de utilidade pública de emergência, direcionada ao socorro dos cidadãos que venham a necessitar da Polícia Militar, sendo, portanto, indispensável que a prestação do serviço telefônico ocorra de modo correto e tempestivo” e que “as operadoras prestadoras de serviço de telecomunicações são obrigadas a permitir aos seus usuários o acesso aos serviços de utilidade pública”.

A ação, ajuizada pelo MPMG, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Cidadão de Uberlândia, foi motivada por problemas, ocorridos em novembro de 2018, para acionar o número de emergência 190 de Uberlândia. Na ocasião, ao telefonar para o 190, as ligações dos habitantes da cidade eram direcionadas para o batalhão da Polícia Militar de Patos de Minas, que fica a mais de 200 km de distância.

Segundo a Ação, os serviços de telecomunicações da Polícia Militar são realizados pela Claro, mas o direcionamento, equivocado, para o centro de atendimento decorria de ligações efetuadas por números da operadora TIM. Para o MPMG, a deficiência do serviço prestado expôs as vítimas à ausência de ação policial ágil, o que trouxe fragilização da integridade da pessoa ou de seu patrimônio.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Embratel, houve “uma falha pontual, que foi corrigida assim que foi identificada. Com isso, as chamadas estão sendo encaminhadas corretamente”.

Fonte: Ascom MPMG

Últimas Notícias

Cantora patense vence categoria Sertanejo no V Festival Patos & Viola; confira os vencedores

Veja mais

Operação Vesperi apreende mais de 100 pedras de crack e prende dupla em Coromandel

Veja mais

Acusado de tráfico é baleado pela PM após reagir à abordagem e tentar agredir policial em Varjão de Minas

Veja mais

Audiência Pública debate mudança territorial que pode garantir mais investimentos na Rações Patense

Veja mais

Idosas ficam feridas após serem atropeladas na rua Major Gote, em Patos de Minas; veja o vídeo

Veja mais

Nova atração da Fenamilho, Quebra do Milho lota Praça Park e conquista o público; veja

Veja mais