Cantora trans de Patos de Minas surpreende ao dividir o palco com Fátima Leão em show histórico; veja
O momento, carregado de emoção, marcou o show de celebração dos 40 anos de carreira de uma das maiores compositoras da música sertaneja no Brasil.
Já era madrugada deste sábado (16) quando a cantora patense Andressa Martins, de 25 anos, subiu ao palco da Morada Du Capiau para realizar um de seus maiores sonhos: cantar ao lado de Fátima Leão. O momento, carregado de emoção, marcou o show de celebração dos 40 anos de carreira de uma das maiores compositoras da música sertaneja no Brasil e representou um marco histórico de inclusão.
Nascida e criada em Patos de Minas, Andressa começou sua trajetória na música ainda na infância, aos 10 anos de idade. A oportunidade de dividir o microfone com o ícone sertanejo surgiu após uma iniciativa de sua equipe, que entrou em contato com a produção de Fátima Leão. Segundo a cantora, a recepção não poderia ter sido melhor.
"Partiu de um contato de minha produção com a equipe da Fátima pedindo essa participação. Ela abraçou a ideia e eu pude, pela primeira vez em Franca, ver uma mulher trans subir em um palco ao lado de uma artista de renome", celebrou Andressa em entrevista ao Patos Hoje.
No palco da Morada Du Capiau, considerada a maior casa de eventos do interior, a artista patense soltou a voz com o clássico "Dormi na Praça", o maior sucesso da dupla Bruno & Marrone, composição da própria Fátima Leão, e levou o público ao delírio, cantando em coro. Foi a primeira vez que uma mulher trans se apresentou nesse renomado espaço de eventos.
Para Andressa, o momento no palco serve como um farol para a necessidade de valorização dos talentos da terra. "Eu acho importante postar sobre, pelo fato de estar tendo a nossa tradicional Festa do Milho, e conscientizar sobre a importância de dar espaços para artistas locais, principalmente LGBTs, que também merecem esse espaço", ressaltou a cantora.
Com orgulho de suas raízes e consciente do impacto de sua trajetória, Andressa Martins comemorou o momento e projetou o futuro. "E seguimos por aí levando Patos de Minas no peito, com representatividade, quebrando paradigmas e preconceitos", finalizou.