Acusados de vestirem roupas de garis para matar jovem em Patos de Minas são absolvidos

Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar os dois réus.

Waslan Rosa de Sousa e Jonattan Souza Oliveira foram absolvidos das acusações relacionadas à morte de Erick Eduardo Ferreira Carvalho, ocorrida em dezembro de 2024, no bairro Nossa Senhora Aparecida em Patos de Minas. O julgamento aconteceu nessa quinta-feira (10), no Fórum Olympio Borges. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar os dois réus.

Os dois eram acusados pelo Ministério Público de envolvimento no homicídio de Erick. Segundo a denúncia, eles teriam se vestido de garis para se aproximar da vítima e surpreendê-la. A acusação sustentava ainda que o crime teria sido determinado por uma organização criminosa em razão de uma suposta ligação da vítima com uma facção rival.

Além do homicídio qualificado, Waslan e Jonattan também foram denunciados por corrupção de menor e participação em organização criminosa. Ao final do julgamento, no entanto, os jurados acolheram as teses da defesa e absolveram os réus por falta de provas.

Relembre o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público, Erick Eduardo Ferreira Carvalho foi morto por volta das 17h15 do dia 1º de dezembro de 2024, na Rua Santa Bárbara, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Patos de Minas. Ele estava sentado na calçada, próximo à residência, quando foi surpreendido pelos autores.

Os envolvidos teriam se vestido com roupas de gari para se aproximarem sem levantar suspeitas. A denúncia apontava que um dos autores teria efetuado três disparos contra Erick, atingindo-o na mandíbula, no tórax e na coxa. Enquanto que outro teria filmado a ação.

A Polícia Militar foi acionada inicialmente para dar apoio a uma equipe do SAMU no atendimento à vítima. Erick ainda recebeu manobras de reanimação, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Durante as investigações, testemunhas foram ouvidas de forma sigilosa. A partir dos elementos reunidos, a investigação apontou a hipótese de que o assassinato estaria relacionado a uma disputa entre organizações criminosas.

De acordo com a denúncia, o nome de Erick estaria em uma espécie de “livro negro” do Primeiro Comando da Capital (PCC), porque ele teria alegado integrar o Comando Vermelho, apontado como facção rival. Por esse motivo, segundo a acusação, teria sido determinada a execução da vítima.

O Ministério Público sustentava que um dos envolvidos exercia uma função de liderança na organização criminosa e teria ficado responsável pela execução da ordem. Ele teria solicitado a participação de um adolescente para observar Erick e avisar quando fosse possível surpreendê-lo. Após esse aviso, os autores teriam se vestido de garis e seguido até o local onde a vítima estava.

Ainda conforme a denúncia, após os disparos, a gravação da ação teria sido encaminhada à liderança da organização criminosa como forma de comprovar o cumprimento da ordem.

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