O Tribunal do Júri da Comarca de Patos de Minas condenou, nesta terça-feira (6), Brayan Rosa de Oliveira a 20 anos de prisão pela morte de Kennedy Rodrigues Campos. O julgamento começou pela manhã e se estendeu durante todo o dia, com depoimentos de testemunhas e apresentação das teses de acusação e defesa. A decisão dos jurados foi anunciada no início da noite.

O crime aconteceu na madrugada do dia 10 de fevereiro deste ano, em um apartamento no bairro Residencial Sorriso, em Patos de Minas. Kennedy foi assassinado com um golpe de faca no pescoço.

Segundo o Ministério Público, Brayan teria participado diretamente da execução, auxiliando e incentivando um adolescente de 17 anos a matar a vítima. A denúncia afirma que o réu teria segurado Kennedy e tampado sua boca enquanto o adolescente desferiu o golpe de faca.

O MP também sustentou que o homicídio foi cometido por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação apontou ainda que os envolvidos teriam se revoltado com manifestações de interesse de Kennedy em manter relações homoafetivas com eles.

A defesa apontou falta de provas, mas os argumentos apresentados não foram suficientes para convencer os jurados.

Brayan também respondia pelo crime de corrupção de menores. A condenação desta terça-feira, entretanto, foi pelo homicídio qualificado, com pena de 20 anos de reclusão.

Após o resultado, em entrevista ao Patos Hoje, a mãe de Kennedy, Elizete Rodrigues, se emocionou ao lembrar do filho. Ela disse que esperava uma pena maior, mas afirmou ter sentido alívio com a condenação.

A irmã da vítima, Karen Rodrigues, que também acompanhou o julgamento, afirmou que a justiça foi feita.

A defesa de Brayan informou que vai recorrer da decisão. Ele permanece preso.