Plantações de feijão e de algodão estão proibidas a partir de hoje em todo o território mineiro

As três pragas têm potencial para causar prejuízos nas plantações.

publicado em 20/09/2017, por Maurício Rocha


Para este ano o IMA estima realizar 170  fiscalizações nas lavouras das duas culturas.

Começa hoje (20/9) o período do vazio sanitário do feijão e do algodão nas lavouras mineiras. A  iniciativa é do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e tem o  objetivo de prevenir e erradicar nas plantações a ocorrência das pragas do bicudo do algodoeiro, no caso do algodão, e do mosaico dourado e da mosca branca, no caso do feijão. As três pragas têm potencial para causar prejuízos nas plantações. No caso do algodão pode até mesmo inviabilizar o cultivo numa região inteira. No feijão, o mosaico dourado e a mosca branca causam perdas na produção e produtividade das lavouras.  Para este ano o IMA estima realizar 170  fiscalizações nas lavouras das duas culturas.

Nos dois casos, durante o período do vazio sanitário os produtores ficam proibidos de cultivar as duas culturas e de manter plantas vivas ou remanescentes de safras anteriores.  Para ambas as culturas o IMA  permite  durante o vazio o plantio em algumas áreas para pesquisa e produção de sementes genéticas.  Permite também o cultivo de sementes básicas, originadas da multiplicação de sementes genéticas.

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Feijão - O vazio sanitário para o feijão foi adotado em Minas em 2013 e é realizado simultaneamente com o  Distrito Federal e Goiás, que fazem fronteira com o estado, o que potencializa os resultados positivos da medida. Ele dura 30 dias com início em 20 de setembro e prosseguindo até 20 de outubro. É realizado somente na região Noroeste de Minas, nos municípios de Arinos, Bonfinópolis de Minas, Brasilândia de Minas, Buritis, Cabeceira Grande, Chapada Gaúcha, Dom Bosco, Formoso, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagoa Grande, Natalândia, Paracatu, Riachinho, Unaí, Uruana de Minas, Urucuia e Vazante.

A decisão de estabelecer o vazio para essa região é da Câmara Técnica de Defesa Agropecuária da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e atende a reivindicação dos produtores locais. Isso porque a região é um importante polo produtor e os agricultores querem prevenir-se contra a presença da praga do mosaico dourado nas lavouras. 

Minas Gerais é o segundo maior produtor nacional de feijão com 542 mil t/ano, correspondente a 16% do total nacional. A região Noroeste de Minas, onde ocorre o vazio sanitário, concentra a maior produção do estado, com 210 mil t /ano, o equivalente a 38% da produção mineira, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Algodão - Já o vazio sanitário do algodão vale para as plantações de todo o estado é realizado desde 2009 por um prazo de 60 dias, iniciando em 20 de setembro e prosseguindo até 20 de novembro.  A produção mineira de algodão se concentra nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba, Noroeste e Norte. Minas Gerais ocupa a sexta posição nacional no cultivo de algodão, de acordo com a Seapa.

Aumento de produtividade – O produtor de algodão da cidade de São Romão, região Norte de Minas, Marcos Bruxel, frisa que o vazio sanitário é importante para o aumento da produtividade da cultura, haja vista que, com a medida, há diminuição da incidência de praga. “O bicudo do algodoeiro é um problema que deve ser combatido todo ano. Se não cuidarmos, a praga pode  inviabilizar a plantação. O vazio sanitário é imprescindível para combater a praga”, ressaltou Bruxel, que cultiva algodão em uma área de 2 mil hectares.

O produtor de feijão na cidade de Unaí, José Carlos Ferigolo, reconhece que o vazio sanitário continua sendo a medida mais eficiente para o controle das pragas. “É uma ferramenta eficaz que dispomos para conviver com a mosca branca, principal praga que acomete as plantações de feijão. O vazio sanitário é uma necessidade importantíssima para o controle desta praga, pois quebra o ciclo da mosca branca, diminuindo o volume de insetos”, diz.

Multas - O gerente de Defesa Vegetal do IMA engenheiro agrônomo Nataniel Diniz Nogueira explica que durante o vazio sanitário as propriedades rurais cadastradas no IMA ficam sob vigilância dos fiscais da autarquia.  Caso sejam detectados quaisquer tipos de inconformidades durante as fiscalizações realizadas pelo IMA o produtor é notificado e tem um prazo máximo de dez dias para erradicar as plantas presentes na propriedade.   “As fiscalizações realizadas pelo órgão representam a garantia de que os produtores rurais estão cumprindo o vazio sanitário para essas duas culturas”, disse.  Diniz lembra que os produtores que não regularizarem sua situação após a notificação estarão sujeitos a multa que poderá  chegar a 1.500 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) , o equivalente a   cerca de R$ 4.877,01.

“O cumprimento do período do vazio traz  benefícios para os produtores, com a redução dos ataques das pragas e diminuição da quantidade de agrotóxicos utilizados para fazer o controle das mesmas. Esse procedimento contribui para o aumento da renda dos produtores, que gastarão menos com o uso de produtos químicos”, argumenta. “A estimativa é de redução em 20% na quantidade de agrotóxicos utilizada nessas duas culturas a partir do vazio sanitário”, disse.

Autor: Maurício Rocha Postado em 20/09/2017
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42 comentários

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  • Juca | 2 anos, 10 meses atrás

    Pra quem ficou com preguiça de ler a matéria completa, a proibição é apenas por um periodo de dias. "Ele dura 30 dias com início em 20 de setembro e prosseguindo até 20 de outubro" depois do dia 20 de outubro as lavouras podem serem cultivadas normalmente. Isso já acontece desde 2013.

    20 0 Responder

  • Gabriela Barbosa | 2 anos, 10 meses atrás

    Pivôs ninguém proíbe né??????

    15 4 Responder

    Agro - 2 anos, 10 meses atrás

    Proibir os pivor significa diminuir a produção = maiores custos para o podudor e para as pessoas. Não é os pivores que prejudica a falta de água, oque prejudica é a retirada ilegal de areia, lixos e esgotos jogados nos rios e lagos, acho que deveriam ter um pouco mais de entendimento na questão agrária, não culpe a agricultura pelos erros cometidos diariamente por nós mesmos. Agricultura de precisão visa diminuir os gastos e aumentar a produtividade, dá uma pesquisada no assunto .

    1 1

  • Paulo Ferreira | 2 anos, 10 meses atrás

    Troca esse título aí pfv né

    7 0 Responder

  • Junio Henrique | 2 anos, 10 meses atrás

    O sensacionalismo da Imprensa brasileira dá nisso pois o título deveria ser início do vazio sanitário em Minas Gerais Mas vamos perdoar os jornalistas por sua ignorância e falta de conhecimento e de pesquisa a publicar uma matéria

    4 0 Responder

  • Lainna Franco | 2 anos, 10 meses atrás

    Vazio sanitário

    3 1 Responder

  • Mariel Carvalho | 2 anos, 10 meses atrás

    Como que se publica uma reportagem dessa assim meu Deus.Nem quem está escrevendo sabe o que está falando.

    3 0 Responder

  • Franciele Moreira | 2 anos, 10 meses atrás

    Elivane Moreira Rogerio Silva

    2 3 Responder

  • Laura Teixeira | 2 anos, 10 meses atrás

    Vinicius Marquiori

    2 2 Responder

  • A Tal De Juliana Dos Santos | 2 anos, 10 meses atrás

    Vithor José. Delio Borges Godinho

    2 2 Responder

  • Rosa Scarlet | 2 anos, 10 meses atrás

    isso significa que o feijão vai ficar mais caro ainda

    2 1 Responder

  • Ana Luiza Oliveira | 2 anos, 10 meses atrás

    David Oliveira

    2 0 Responder

  • Marcio Fernandes | 2 anos, 10 meses atrás

    Leonardo Lyra

    2 0 Responder

  • Sarah Vanessa | 2 anos, 10 meses atrás

    Que título é esse? Proibidas por um tempo! Chama-se vazio sanitário! E é preciso respeitá-lo! Lendo esse título dá a sensação de que não vão ser plantadas mais em solo mineiro! Por favor né....

    2 0 Responder

  • André Vasconcelos | 2 anos, 10 meses atrás

    Todo ano tem isso.ueh

    2 0 Responder

  • Patricia Cristina | 2 anos, 10 meses atrás

    Palhaçada tanta coisa pra olhar

    1 20 Responder

  • Marcesia Cunha | 2 anos, 10 meses atrás

    Muito triste a escravidão voltou...e eu sou branca mais nem assim escapei... só porque só onesta...e brasileira...

    1 15 Responder

  • Fernanda Gonçalves | 2 anos, 10 meses atrás

    Guilherme Nunes

    1 4 Responder

  • Iara Marques Ferreira | 2 anos, 10 meses atrás

    Junior Boaventura

    1 3 Responder

  • Marta Messias | 2 anos, 10 meses atrás

    Misericórdia

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  • Jéssica Cristina | 2 anos, 10 meses atrás

    Adriel Carlos

    1 3 Responder

  • Kamylla Mariza | 2 anos, 10 meses atrás

    Lucas Oliveira

    1 3 Responder

  • Ana Luiza Do Valle | 2 anos, 10 meses atrás

    Junior Junior Do Valle

    1 3 Responder

  • Lara Luiza | 2 anos, 10 meses atrás

    Marcos Antonio

    1 2 Responder

  • Gislaine Saantos | 2 anos, 10 meses atrás

    Junio Henrique

    1 2 Responder

  • Bruna Maria Corrêa | 2 anos, 10 meses atrás

    Ketonny Alves

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  • Mára Bernardes | 2 anos, 10 meses atrás

    Weliton Boaventura

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  • Jessica Alves | 2 anos, 10 meses atrás

    Edvaldo Miranda Dos Reis

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  • Maysa Braga | 2 anos, 10 meses atrás

    Mario Halysson

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  • Lorena Mara Dos Santos Reis | 2 anos, 10 meses atrás

    Raí Miranda

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  • Verônica Oliveira | 2 anos, 10 meses atrás

    Alves Silva

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