Vereadores de Arapuá denunciam agressões e ameaças após aprovação de emenda ao Orçamento

Vereadores denunciam que foram agredidos com chutes, tapas e socos.


A reunião ordinária da Câmara Municipal de Arapuá para a votação do Projeto de Lei Orçamentária terminou em confusão na noite de terça-feira (22). Imagens mostram um grande número de pessoas gritando e perseguindo os parlamentares na saída da sessão legislativa. O prefeito João Terto e o vice-prefeito Márcio Mendonça aparecem entre os manifestantes. Vereadores denunciam que foram agredidos com chutes, tapas e socos.

O Projeto de Lei Orçamentária do município de Arapuá, que prevê arrecadação de R$ 24 milhões no ano de 2022, foi aprovado por unanimidade pelos nove vereadores da Câmara Municipal. O problema foi uma emenda incluída no texto, que reduz a autorização para a abertura de créditos adicionais suplementares de 30% para até o limite de 10% da despesa total fixada no orçamento.

Os cinco vereadores que aprovaram a emenda, Doutor Gilson Cunha, Paulo Roberto, João Boaventura, Hélio Bontempo e João Oliveira se tornaram alvo das pessoas que tomaram as imediações da Câmara. Os policiais militares que estavam presentes não foram suficientes para proteger os parlamentares e houve agressões. Pelo menos um dos vereadores relatou ter sido agredido a tapas, socos e chutes.

Segundo o primeiro secretário da Câmara Municipal de Arapuá, vereador Doutor Gilson Cunha, a confusão foi provocada por um boato que chegou à população de que a emenda prejudicaria a construção de casas populares e o reajuste de salários dos servidores. O vereador explicou que uma coisa não está relacionada a outra. O Executivo pode realizar a abertura de créditos adicionais suplementares acima do limite, mas pra isso precisa ter a aprovação da Câmara. Doutor Gilson Cunha afirmou ainda que outros municípios fixaram este mesmo limite percentual de 10% para que os vereadores possam acompanhar de perto os gatos da Administração Municipal.

Os vereadores ameaçados e agredidos estão reunindo vídeos, inclusive de câmeras de monitoramento, e pretendem denunciar os envolvidos. O prefeito João Terto negou que tenha incentivado as agressões. Ele disse que estava no local para apaziguar e que está aberto ao diálogo. Ele vetou a emenda, mas deixou escapar inclusive que admite um percentual de 20% no limite de abertura dos créditos adicionais suplementares.

A Câmara deverá convocar nova reunião para derrubar ou manter o veto do chefe do executivo. O órgão estuda um meio de garantir a segurança dos vereadores e vai pedir reforço no policialmente.

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