Série de estupros e tentativas de estupros é debatida em Audiência Pública em Patos de Minas

O grupo de trabalho volta a se reunir na sexta-feira para dar continuidade ao trabalho.

A Câmara Municipal promoveu uma Audiência Pública em busca de soluções para o problema.

O aumento do número de casos de violência sexual contra mulheres em Patos de Minas nos últimos meses se tornou um desafio para as autoridades do município, que buscam meios para conter a onda de estupros e tentativas de estupros, que já somam seis só neste início de ano. Na noite dessa terça-feira (10), a Câmara Municipal promoveu uma Audiência Pública em busca de soluções para o problema.

Além dos vereadores, a Audiência Pública teve a participação de representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, do Poder Público e de pessoas da sociedade que estão preocupadas com a situação. Sem dar detalhes do trabalho que está sendo feito para identificar e prender os criminosos, os representantes das duas policiais relataram os esforços e o desfio que tem sido elucidar esses crimes.

O delegado regional, Luiz Mauro Sampaio, voltou a falar sobre as condições propícias que os estupradores têm encontrado em Patos de Minas. Lotes vagos com mato muito alto e ruas mal iluminadas contribuem com a ação dos criminosos. Todos os estupros e tentativas de estupro registradas nos últimos meses na cidade foram em locais escuros e tomados pelo mato.

O estupro ocorrido na noite de segunda-feira no bairro Cidade Nova reforçou a tese da polícia de que existe mais de um estuprador atuando em Patos de Minas. Os outros crimes ocorreram na parte alta da cidade nas imediações da avenida Marabá. Além disso, características apontadas pelas vítimas mostram perfis diferentes. Mulheres que participaram da Audiência se mostraram dispostas a colaborar com o trabalho da polícia.

Durante a Audiência também foi formado um Grupo de Trabalho que vai atuar na conscientização da população e na cobrança do poder público para melhorar a iluminação e limpar a cidade. Proprietários de lotes que não cuidam de seus imóveis também serão responsabilizados. O grupo também pretende criar uma rede de proteção.

Os organizadores fizeram uma avaliação positiva da Audiência Pública. O grupo de trabalho volta a se reunir na sexta-feira para dar continuidade ao trabalho. A população em geral também pode participar adotando medidas de autoproteção, denunciando situações suspeitas e passando informações à polícia que possam levar aos autores.

Autor: Maurício Rocha

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