Prefeitura diz que Patos de Minas deve perder mais de R$21 milhões com redução do ICMS dos combustíveis

Os recursos seriam gastos em saúde e educação, mas como estes setores são essenciais, outras áreas deverão ser sacrificadas.

A Prefeitura Municipal de Patos de Minas já trabalha para compreender o real impacto da redução do ICMS de combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. A estimativa é de que mais de R$21 milhões não cheguem ao município. Se não houver compensação, o impacto será inevitável. Os recursos seriam gastos em saúde e educação, mas como estes setores são essenciais, outras áreas deverão ser sacrificadas.

O Secretário Municipal de Orçamento e Finanças, Reginaldo Andrade, explicou que a Associação Mineira dos Municípios-AMM- estimou que Patos de Minas deve perder cerca de R$15,2 milhões em ICMS por ano e mais R$5,87 milhões de FUNDEB por ano. Neste caso, com relação à verba de R$15,2 milhões, 25% deveriam ser gastos na área da educação e 15% na área da saúde. Já os R$5,87 milhões necessariamente deveriam ser investidos totalmente na educação.

Essa estimativa, segundo o secretário, coincidiu com a que foi realizada pelo município que já trabalha com o impacto no orçamento para o próximo ano. Segundo o secretário, há uma previsão de compensação por parte do Governo Federal, mas, na prática, isso não deve acontecer. Ele explicou que a regra prevê ressarcimento somente nos casos de o município ou o estado arrecadar menos de 95% do foi que arrecadado no ano anterior, sendo que a compensação só vai acontecer até este percentual.

Reginaldo Andrade ainda explicou que a alta inflação vivenciada atualmente acaba iludindo, criando um falso aumento na arrecadação. “Sem dúvida vai impactar o orçamento do município. Como o investimento em saúde e educação é essencial, outros setores acabarão sendo prejudicados”, explicou. De acordo com Reginaldo, pode haver um aquecimento de outros setores da economia, mas a situação ainda é muito incerta.

Entenda a lei de autoria do Governo Federal

A Lei Complementar 194, de 2022, limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Ela limita a cobrança do ICMS sobre produtos e serviços essenciais à alíquota mínima de cada estado, que varia entre 17% e 18%. O chefe do Poder Executivo, Jair Bolsonado, vetou dispositivos que previam compensação financeira para os estados, que podem sofrer perda de arrecadação com o tributo. A norma foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (23/06).

Últimas Notícias

Começam as inscrições para o concurso de Rainha Nacional do Milho 2026

Veja mais

Sobe para cinco o número de mortes em tragédia com dois carros na BR 365

Veja mais

Procon coordena mutirão para retirada de fios soltos na área central de Patos de Minas

Veja mais

PM desmantela “Boca de fumo” e prende mulher por tráfico e corrupção de menores

Veja mais

Mulher inventa assalto para esconder do marido que perdeu dinheiro em site de apostas e acaba na Delegacia

Veja mais

Motociclista é arremessado e sofre ferimentos graves após bater em caminhonete, em Patos de Minas

Veja mais