Prefeito Falcão desmente vice-governador sobre cessão de funcionários e faz duras críticas

O Prefeito Falcão rebateu dizendo que eram 13 servidores.


O Prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, atual presidente da Associação Mineira de Municípios- AMM- rebateu nesta quarta-feira (21) um vídeo do vice-governador Matheus Simões sobre a contribuição do município com a Polícia Civil. Matheus Simões disse que o município custeava apenas 2 estagiários. O Prefeito Falcão rebateu dizendo que eram 13 servidores. Após isso, ele fez duras críticas à postura do governo estadual.

De acordo com o vice-governador, Patos de Minas custearia apenas dois estagiários para auxiliar nos trabalhos da Polícia Civil. Antes, o governo já havia pedido para retirar todos os servidores cedidos pela Prefeitura, porque o Falcão havia criticado a sobrecarga das prefeituras com serviços que não são de suas responsabilidade e sim do estado.

O prefeito contestou publicamente a declaração e afirmou que a realidade é bem diferente. “Ele não sabe o que os municípios passam”, disse. Segundo Falcão, o município mantinha 13 servidores atuando em apoio à Polícia Civil, custeados com recursos próprios da Prefeitura. A informação divulgada pelo vice-governador não condiz com os dados oficiais e, segundo Falcão, acaba desvalorizando os próprios serviços e moradores do interior do estado.

“Não são dois estagiários, como foi dito. São 13 servidores pagos pelo município, contribuindo diretamente para o funcionamento da Polícia Civil em Patos de Minas”, afirmou o prefeito no vídeo. Falcão ainda questionou se os servidores serão repostos ou se a população é que vai sofrer com a falta dos serviços, destacando o quanto as prefeituras do estado têm sofrido para custear serviços que são estaduais. O Prefeito apontou que as prefeituras mineiras têm bancado serviços de segurança, saúde, estrutura, imóvel, cessão de funcionários, aluguel, combustível e entre outros, enquanto pouco mais de 10% dos impostos ficam nos municípios e o restante vai para Belo Horizonte e Brasília.

O Prefeito também argumentou que a Prefeitura de Patos de Minas banca mais de R$7 milhões por ano com serviços do estado. “Isso daria para fazer uma grande obra na cidade, como um hospital ou finalizar a canalização do Córrego do Monjolo, na Avenida Fátima Porto, e daria para recapear dezenas de ruas”, citou.

Ainda conforme o chefe do Executivo municipal, só com o HEMOMINAS, a Prefeitura ajuda financeiramente com mais de R$ 3 milhões por ano, para atender não só a Capital do Milho, mas toda a região toda, visto que a cidade é polo regional. “Se os servidores municipais saírem, o serviço para”, disse. Por fim, Falcão destacou que fez um pedido claro ao Governo do Estado que ele assumisse aquilo que é de sua responsabilidade, porque as cidades já fazem mais do que podem.

E as críticas não pararam. O Prefeito Falcão ressaltou que o que foi feito em Patos de Minas deve ser estendido para todos os municípios do estado, e com isso as cidades passariam a ter alívio nas contas. “Mas não é isso que estamos vendo. O que o vice-governador mostra é um deboche, uma ironia”, disse. Por fim, ele criticou a postura do vice-governador e disse que ela está longe da política que ele defende.

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