Prefeito e vice de Guimarânia têm mandatos cassados pela Justiça eleitoral; decisão cabe recurso

A decisão é de primeira instância e Adílio e Alex infromaram que vão recorrer.

A Justiça Eleitoral decidiu pela cassação dos mandatos de Adílio Alex dos Reis e Alex Guimarães Nunes, respectivamente prefeito e vice-prefeito de Guimarânia. Eles foram denunciados por abuso de poder político durante a eleição municipal de 2020, em ação movida pelo PSB. A decisão é de primeira instância e Adílio e Alex informaram que vão recorrer.

Na ação, o PSB alega que o então candidato à reeleição e atual prefeito de Guimarânia, Adílio Alex dos Reis, procedeu à entrega de títulos de legitimação fundiária de imóveis pertencentes ao Município para cerca de 59 pessoas, nos três dias que antecederam as Eleições Municipais de 15 de novembro de 2020. A entrega foi divulgada através de fotos na página da prefeitura no dia 17 de novembro.

O prefeito de Guimarânia, Adílio Alex, nega as acusações. Na defesa, ele diz que o programa de regularização fundiária no Município não se iniciou no ano eleitoral de 2020 e nem os títulos citados na inicial foram os primeiros a serem entregues. Segundo ele, embora esteja no nome do município, os imóveis foram adquiridos pelos beneficiários com recursos próprios e a Administração Municipal apenas realizou a regularização fundiária.

O prefeito argumentou ainda que o processo de regularização do chamado “Bairro do Romãozinho” foi lento e trabalhoso, mas que sequer visitou as pessoas beneficiadas durante a eleição. A defesa disse ainda que a regularização não interferiu nas eleições, uma vez que a divulgação ocorreu no dia 17 de novembro, após o pleito.

A Justiça, no entanto, entendeu de outra forma. Em decisão publicada na tarde de ontem, o Juiz Eleitoral da 211ª Zona Eleitoral, Marcos Bartolomeu de Oliveira, condenou o prefeito Adílio Alex dos Reis e o vice-prefeito Alex Guimarães Nunes pelo crime de abuso de poder político, determinando a cassação dos diplomas e multa de 30 mil UFIRs. Adílio Alex ainda foi declarado inelegível pelo prazo de 8 anos.

Em nota encaminhada à redação do Patos Hoje, o prefeito Adílio Alex voltou a negar as acusações. Ele diz que respeita a decisão judicial de primeira instância, mas que irá recorrer.

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