Prefeito calcula dívida superior a R$240 milhões e decreta calamidade financeira de Patos de Minas

Com a oficialização, a administração disse que vai trabalhar para reduzir gastos e aumentar as receitas.

José Eustáquio anunciou o decreto de calamidade financeira nesta quinta-feira(02).

Como o Patos Hoje havia anunciado, a Prefeitura Municipal de Patos de Minas decretou nesta quinta-feira (02) calamidade financeira. Leia mais! A dívida do município, incluindo débitos de vários anos atrás, superou os R$240 milhões. O Prefeito preferiu não falar em irregularidade ou má gestão do governo anterior. Com a oficialização, a administração disse que vai trabalhar para reduzir gastos e aumentar as receitas.

O documento informa que o município tinha em 31/12/2016 uma dívida de R$103.103.451,75 que deve ser paga a curto prazo. Destes valores, o Prefeito José Esutáquio, declarou que eles são decorrentes principalmente de serviços prestados pela Conserbrás, Limpebrás, Empresa de segurança TBI, Vale Card e Pássaro Branco. “Foi concedido o Passe Livre Escolar a todos os estudantes, mas a prestação do serviço não foi quitada”, explicou.

O decreto ainda revela uma dívida de R$16.278.282,45 que deve ser paga a longo prazo e outra enorme, no valor de R$168.001.335,58. Esta última dívida, é relativa ao déficit atuarial do Instituto de Previdência Municipal-IPREM, resultante de várias administrações passadas. O prefeito afirmou que para saldar este valor, o município deverá repassar nos próximos meses um valor de cerca de R$1 milhão a cada mês.

O documento apresenta que o município tinha em caixa apenas R$46.756.967,27 no dia 31/12/2016. Os débitos deduzidos os créditos resultam em uma dívida do município no total de R$240.626.102,51. Ao ser questionado se foi verificada alguma irregularidade ou gestão do dinheiro público para se chegar a esse rombo, o Prefeito preferiu atribuir a dívida à queda de receitas do ano passado.

O decreto apresenta algumas medidas que vão ser tomadas a partir de agora para administrar o débito. A primeira delas é vedar a criação ou expansão da despesa municipal, suspendendo diversas despesas com servidores por um prazo de 180 dias. Os gastos com eventos festivos também serão proibidos, no entanto, o Prefeito já adiantou que a Fenapraça será realizada e com sua permissão outros eventos poderão ser realizados.

E os servidores terão ainda menos direito. Será feita uma revisão dos adicionais de insalubridade e periculosidade, limitação no pagamento de horas-extras, férias prêmio, concessão de licenças, cessão de pessoal e diárias. “Comparando novembro de 2016 com janeiro de 2017, nós cortamos 590 servidores. Conseguimos reduzir a folha salarial em cerca de R$1.400.000,00”, afirmou.

Outras medidas também deverão ser tomadas para aumentar as receitas como revisão de contratos e cobranças administrativas e judiciais para recuperação de créditos tributários. “Nós vamos contratar um georreferecniamento para fazer uma nova medição dos imóveis para recalcular o IPTU dos imóveis de Patos de Minas, sem precisar aumentar as alíquotas”, informou.

Autor: Farley Rocha

Últimas Notícias

Foragido da Justiça é preso por importunação sexual após perseguir vizinha em comunidade de Patos de Minas

Veja mais

Jovem trabalhador de 21 anos morre soterrado por grãos de café após estrutura de armazenamento desabar em Ibiá

Veja mais

Jovem de 22 anos é preso com cardápio variado de drogas em Patos de Minas

Veja mais

Homem é preso pela Polícia Militar em Patos de Minas com arma de fogo em forma de caneta

Veja mais

Adolescente de 12 anos é atropelado no bairro Ipenama; motorista disse que buscaria documentos e fugiu

Veja mais

Entregador tem que ser socorrido após atingir pick-up em Patos de Minas

Veja mais