Policiais Civis de Patos de Minas e de 12 cidades são alvo da Operação Fênix do Gaeco

O alvo são chefes de departamento, delegados e investigadores da Polícia Civil que estariam envolvidos com diversos crimes.

Os policiais militares, Polícia Rodoviária Federal e o promotor de justiça do Gaeco, Paulo César de Freitas estão na casa do chefe do 10º Departamento da Polícia Civil, Elber Barra Cordeiro.

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado - GAECO - do Ministério Público desencadeou uma grande operação na manhã desta terça-feira (19) em Patos de Minas, Uberlândia, Belo Horizonte e em outras 10 cidades. O alvo são chefes de departamento, delegados e investigadores da Polícia Civil que estariam envolvidos em diversos crimes.

A Operação "Fênix" conta com cinco promotores de Justiça e tem o apoio de 500 Policiais militares, Polícia Rodoviária Federal e agentes da Receita. Estão sendo cumpridos 200 mandados de prisão, 121 mandados de busca e apreensão e 4 conduções coercitivas. Em Patos de Minas são três mandados.

Os policiais militares, Polícia Rodoviária Federal e o promotor de justiça do Gaeco, Paulo César de Freitas estão na casa do chefe do 10º Departamento da Polícia Civil, Elber Barra Cordeiro. O inspetor Francisco Luiz Domingos também foi alvo da Operação. Ee foi conduzido para Uberlândia. Um homem preso por tráfico de drogas permanece em Patos de Minas.

O delegado Elber Barra Cordeiro está de férias e não foi localizado. Os homens da força-tarefa do Gaeco chegaram a casa dele ainda com dia escuro. Policiais militares da Rocca foram acionados para conter os caes da família, mas não foi necessário. A funcionária da casa chegou e prendeu os dois animais.  A casa onde ele mora no bairro Alto Caiçaras foi revirada. Um chaveiro foi chamado para abrir o cofre. Foram apreendidos documentos, agendas com anotações, telefones, computador e dinheiro.

Dentre as 136 (cento e trinta e seis) pessoas investigadas cujas prisões preventivas foram decretadas encontram-se 10 (dez) Delegados de Polícia – sendo 3 (três) Chefes de Departamento e 1 (uma) Delegada Regional, 2 (dois) Escrivães de Polícia, 45 (quarenta e cinco) Investigadores de Polícia e 7 (sete) Advogados. O promotor de justiça, Paulo César de Freitas, informou que operação ainda está em andamento e que irá dar mais detalhes da operação mais tarde.

"NOTA DE IMPRENSA

No dia 19 de dezembro de 2017, a unidade regional de Uberlândia do GAECO (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) deflagrou, em 12 (doze) cidades de 3 (três) estados da federação, a megaoperação FÊNIX. FÊNIX é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.

A megaoperação FÊNIX contemplou o cumprimento de 200 (duzentos) mandados de prisão preventiva expedidos contra 136 (cento e trinta e seis) pessoas, 121 (cento e vinte e um) mandados de busca e apreensão e 4 (quatro) mandados de condução coercitiva.

Participaram da operação 5 (cinco) Promotores de Justiça, 3 (três) auditores da Receita Estadual, 500 (quinhentos) Policiais Militares e 150 (cento e cinquenta) Policiais Rodoviários Federais, sendo utilizadas 2 (duas) aeronaves e 150 (cento e cinquenta) viaturas.

Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Patos de Minas, Patrocínio, Monte Alegre de Minas, Passos, Pouso Alegre, Araxá e Belo Horizonte, todas no estado de Minas Gerais, além de Cascavel/PR e Cuiabá/MT.

Dentre as 136 (cento e trinta e seis) pessoas investigadas cujas prisões preventivas foram decretadas encontram-se 10 (dez) Delegados de Polícia – sendo 3 (três) Chefes de Departamento e 1 (uma) Delegada Regional, 2 (dois) Escrivães de Polícia, 45 (quarenta e cinco) Investigadores de Polícia e 7 (sete) Advogados.

As Delegacias Regionais de Polícia Civil de Uberlândia/MG e Araguari/MG foram objeto de buscas, as quais contaram com o apoio da Receita Estadual de Minas Gerais.

A megaoperação FÊNIX se divide em três operações distintas, a saber.

Operação ALIBABA.

Decorrente da Operação Zeus, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais em setembro de 2015, consta de duas denúncias em que são imputadas a prática dos seguintes crimes:

- Associação para o Tráfico de Drogas;

- Tráfico Ilícito de Entorpecentes;

- Associação Criminosa;

- Obstrução de Justiça;

- Receptação;

- Adulteração de Sinal Identificador de Veículo Automotor;

- Fraude Processual;

- Corrupção Passiva;

- Corrupção Ativa.

Operação OUROBOROS.

Segunda fase da Operação 100 Anos de Perdão, consta de 7 (sete) denúncias em que são imputadas as seguintes infrações penais:

- Roubo Agravado (Emprego de Arma, Concurso de

Pessoas e Restrição da Liberdade das Vítimas);

- Organização Criminosa;

- Associação para o Tráfico de Drogas;

- Tráfico Ilícito de Entorpecentes;

- Falsidade Ideológica;

- Porte e Comércio Ilegais de Armas de Fogo.

Operação EFÉSIOS, 4:28.

A operação EFÉSIOS, 4:28, decorre de acordos de colaboração premiada firmadas pelo GAECO de Uberlândia. Contempla 19 (dezenove) denúncias em que são imputados os seguintes delitos:

- Organização Criminosa;

- Associação Criminosa;

- Corrupção Ativa;

- Corrupção Passiva;

- Tráfico Ilícito de Entorpecentes;

- Porte e Posse Ilegal de Arma de Fogo;

- Falsidade Ideológica;

- Estelionato;

- Receptação Qualificada;

- Falso Testemunho;

- Prevaricação.

Uberlândia, 19 de dezembro de 2017."

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