Polícia Civil desarticula esquema de desvio milionário em Rio Paranaíba e bloqueia bens de investigados
O prejuízo já identificado ultrapassa R$ 1 milhão, podendo ser ainda maior no decorrer das investigações.
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou uma operação em Rio Paranaíba que resultou na desarticulação de um esquema estruturado de desvio de recursos em uma empresa do setor hortifrutigranjeiro. O prejuízo já identificado ultrapassa R$ 1 milhão, podendo ser ainda maior no decorrer das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a principal investigada teria se aproveitado da função de confiança que ocupava na empresa para fraudar registros internos e se apropriar de valores pagos por clientes. O esquema envolvia manipulação de romaneios, alterações em planilhas, concessão de descontos fictícios e registros de pagamentos como quitados, sem que os valores fossem efetivamente repassados ao caixa da empresa.
De acordo com a polícia, há indícios de que documentos foram retirados de forma indevida e dados relevantes apagados de computadores corporativos, numa tentativa de dificultar a apuração dos fatos e ocultar provas.
Diante dos elementos reunidos, o delegado responsável pelo caso, Guilherme Campos, representou por diversas medidas cautelares, que foram autorizadas pela Justiça. Entre elas, mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e fiscal, além do sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.
As ordens judiciais foram cumpridas em endereços ligados aos investigados, incluindo uma propriedade rural de alto padrão. Durante a operação, foram apreendidos documentos, celulares, computadores e mídias eletrônicas que serão analisados para aprofundamento das investigações.
Como resultado das medidas patrimoniais, seis imóveis localizados no município de São Gotardo foram sequestrados judicialmente. Também houve bloqueio de valores em contas bancárias da investigada e de seu marido.
As investigações apontam ainda que parte do dinheiro desviado pode ter sido transferida para contas de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro.
Outro ponto destacado pela Polícia Civil é a incompatibilidade entre o padrão de vida apresentado pelos investigados e a renda declarada, o que reforça a suspeita de enriquecimento ilícito e possível ocultação de patrimônio.
A investigação segue em andamento, com análise detalhada do material apreendido e aprofundamento das quebras de sigilo já autorizadas. A expectativa é identificar a origem e o destino dos valores, além de possíveis coautores e a real dimensão do prejuízo causado.
A operação contou com a participação de policiais civis de Rio Paranaíba e São Gotardo.
A Polícia Civil informou que crimes dessa natureza, especialmente os que envolvem abuso de confiança e mecanismos sofisticados de fraude, serão tratados com rigor, com responsabilização de todos os envolvidos.