PC prende acusado de falsificar whisky, gin e vodka e vender pela metade do preço em MG

Ele foi autuado em flagrante pelo comércio de bebidas falsificadas.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na última sexta-feira (10), uma operação policial visando combater a falsificação de bebidas em Belo Horizonte. Um homem, de 22 anos, foi autuado em flagrante pelo comércio de bebidas falsificadas.

O chefe do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes, delegado-geral Júlio Wilke, destaca a importância da ação: “Trata-se da retirada de bebidas falsificadas da noite de Belo Horizonte, que ostenta o título de ‘capital do bar’, preza a vida noturna, e não pode ser vítima de criminosos que tentam passar todo mundo para trás, inserindo no mercado uma bebida sem procedência, que muitas vezes coloca em risco a vida do consumidor”.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma distribuidora de bebidas no bairro Monte Azul, em Belo Horizonte, e na residência do suspeito, na cidade de Santa Luzia, na Região Metropolitana. Foram apreendidas diversas caixas com garrafas contendo líquido semelhante a whisky, gin e vodka.

Investigações

De acordo com o delegado Magno Machado, que coordenou a ação, as investigações tiveram início após a Polícia Civil receber uma denúncia da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe). Segundo apurado, os anúncios das falsas bebidas eram feitos por meio de redes sociais, com valor 50% abaixo do praticado pelo setor.

“O anúncio principal era via redes sociais, mas ele atendia os consumidores em um estabelecimento comercial que tinha perto da sua residência. São bebidas de alto custo e estavam sendo comercializadas a preços bem abaixo [do valor de mercado], mas colocando toda a população em risco. Ele praticou um crime contra a saúde pública, que tem pena que varia de quatro a oito anos de prisão”, explica o delegado.

Ainda segundo Machado, o material apreendido será enviado para a perícia técnica da Polícia Civil, e serão feitas análises para comprovar o teor das embalagens e as substâncias utilizadas. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar os fabricantes e o envolvimento de outras pessoas no esquema.

Fonte: Ascom PCMG

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