Para calar críticas, Falcão e Sandra reduzem seus salários pela metade, mas só por três meses

O compromisso, no entanto, está longe do que Falcão cobrava de seu antecessor durante a campanha.

O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, vem sofrendo questionamentos e cobranças nas redes sociais, para manter os mesmos posicionamentos que apresentava antes de ser eleito. Nessa quinta-feira (18), ele gravou um vídeo ao lado da vice-prefeita Sandra Gomes, onde os dois prometem reduzir os salários pela metade. O compromisso, no entanto, está longe do que Falcão cobrava de seu antecessor durante a campanha.

No dia 12 de maio de 2020, Falcão postou um vídeo em suas redes sociais criticando o então prefeito José Eustáquio por manter a Secretaria Municipal de Cultura, mesmo sem eventos culturais agendados. Ele sugeriu fundir a pasta com a Secretaria de Educação, o que segundo ele, poderia proporcionar uma redução de custos para o município da ordem de R$ 2 milhões.

Um pouco antes, no dia 30 de abril, Falcão publicou outro vídeo, sugerindo que o então prefeito José Eustáquio reduzisse o número de secretárias pela metade e cortasse salários, inclusive de secretários e cargos comissionados. “Ao prefeito José Eustáquio sugiro que reduza o número de secretários e diretores pela metade. Os que permanecerem podem assumir provisoriamente outra secretaria sem acúmulo de salário. Sugiro também que seja reduzida em 50% a remuneração do prefeito e vice, secretários e cargos de confiança, pelo menos até o final de 2020. O então candidato também propôs que os vereadores reduzissem seus salários e de seus assessores também em 50%.

O salário do prefeito de Patos de Minas é de R$ 20.569,57. A vice-prefeita recebe metade disso, em torno de R$ 10.300,00. A proposta de redução pela metade dos salários do prefeito e da vice pelo período de três meses como foi apresentada, significará uma economia de cerca de R$ 45 mil. Muito pouco em relação ao que o então candidato Falcão sugestionava aos antecessores.

É muito pouco até mesmo quando comparado ao que José Eustáquio e Paulo Mota fizeram em 2018, quando as contas estavam no vermelho. O prefeito e o vice-prefeito da gestão anterior ficaram sem receber salários por três meses, no momento em que o município de Patos de Minas passava por dificuldades financeiras e teve que publicar Decreto de calamidade.

Os mais críticos ao prefeito Falcão ainda esperam que ele retome o posicionamento da época da campanha e reduza pela metade o número de secretarias e diretorias, reduza pela metade os salários dos secretários e dos ocupantes de cargos comissionados e consiga a economia de recursos que sugeriu quando era candidato. Afinal, Patos de Minas vive o pior momento da pandemia da Covid-19 e o chefe do executivo tem reclamado da escassez de recursos.

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