Pais descobrem que filho de 4 anos teve lápis introduzido no ânus dentro de escola e pedem justiça

O menino teria tido um ferimento de 5 centímetros na região do ânus ao ter um lápis introduzido por um colega.

Os pais do garoto e seus advogados procuraram a imprensa para falar sobre o caso.

A família de um garotinho de 4 anos está indignada em Patos de Minas. Os pais acionaram a imprensa nesta quinta-feira (17) para falar sobre uma agressão que o filho teria sofrido dentro da Escola Municipal Jacques Correa. O menino teria tido um ferimento de 0,5 centímetros na região do ânus ao ter um lápis introduzido por um colega. Uma professora e outro funcionário da escola teriam ajudado a retirar o objeto, mas a família não recebeu qualquer informação. A escola diverge dizendo que só soube do caso depois e tomou todas as providências.

O pai da criança, um vidraceiro de 36 anos, e a mãe de 33 anos acompanhados dos advogados Anderson Alexandre Gonçalves e Thiago Alves Lima, falaram sobre o caso. Procurados pelos pais após a falta de informações, os procuradores contaram que a agressão aconteceu no dia 27 de novembro, sexta-feira, dentro da escola. Um coleguinha teria inserido um lápis no ânus da criança e causado um ferimento de 0,5 centímetros. Após a agressão, a professora e outro funcionário teriam retirado o objeto do garotinho. No entanto, os pais não foram informados e a criança não foi encaminhada para o hospital.

O garoto então foi para casa e só no dia seguinte, sábado, a mãe descobriu o ferimento após ver um sangramento na região do ânus do menino. Ela então encaminhou o garoto para o hospital e o médico constatou o ferimento na região perianal. Os pais conversaram com a criança e ela contou a história. Tudo teria ocorrido no interior do banheiro. De acordo com a ocorrência, o garoto também de 4 anos teria pedido ao coleguinha para ficar de joelhos sobre as bordas do vaso e então introduzido o lápis no “bumbum” da criança.

Segundo os advogados, na segunda-feira 30 de novembro, a mãe da criança foi até a escola, mas não recebeu muitas informações. Ela então acionou a Polícia Militar e registrou uma ocorrência relatando o que havia acontecido. O Conselho Tutelar também foi acionado e ouviu a criança que teria praticado o ato. Segundo os advogados, procurou as informações com a conselheira responsável, no entanto não conseguiu ter acesso aos documentos. A falta de informação chamou a atenção dos advogados que registraram outra ocorrência.

Os pais estão indignados com a situação e querem que toda a situação seja esclarecida. “Moro a poucos metros da escola e deveria ter sido informado de tudo”, exclamou o pai da criança. A mãe do garotinho também falou das consequências do caso. Ela contou que o filho está chorando muito, ficou dependente dos pais e não está querendo mais ir para a escola. O garotinho foi levado ao psicólogo que constatou o abalo psicológico. Além disso, o ferimento demorou algum tempo para curar. “Só depois de 20 dias, ele sarou”, disse a mãe.

A versão da escola é bastante diferente. Segundo a diretora Lucia de Fátima Vieira, a escola só ficou sabendo do episódio quando a mãe relatou o problema, já na segunda-feira (30-11) e, após isso, todas as providências foram tomadas. “O Conselho Tutelar foi acionado. O caso está no Ministério Público e segue em segredo de justiça”, informou. Ela também contou que nenhum funcionário soube ou presenciou a “agressão”. Segundo Lúcia, o garoto que teria praticado o ato também não afirmou que teria introduzido o lápis no colega.

Os advogados informaram que vão ingressar com uma queixa-crime para apurar a responsabilidade penal e também ações cíveis contra o município porque a escola é municipal. Uma representação administrativa também deve ser feita na Secretaria de Educação para apurar alguma omissão dos funcionários da escola. No entanto, eles esclareceram que a intenção maior é descobrir como tudo realmente teria acontecido.

Autor: Farley Rocha

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