Operação do Gaeco contra fraudes no ramo de placas automotivas cumpre mandado também em Patos de Minas

Foram expedidos quarenta e três mandados de busca e apreensão.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia e das 6ª e 25ª Promotorias de Justiça de Uberlândia, com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 6, uma operação voltada à apuração dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção passiva, corrupção ativa, prevaricação e lavagem de capitais, cometidos por proprietários de estampadoras de placas automotivas e despachantes daquela cidade.

Atendendo a requerimentos formulados pelo MPMG, foram expedidos quarenta e três mandados de busca e apreensão, sendo quarenta em Uberlândia, um em Uberaba, um em Patos de Minas e um em Janaúba, todos em Minas Gerais.

As apurações realizadas pelo Gaeco Uberlândia detectaram um estruturado consórcio envolvendo associações criminosas voltado à criação de pessoas jurídicas por meio de interpostas pessoas físicas (laranjas) para atuar no ramo de estampadoras de placas automotivas e despachantes. A partir da dissimulação de quem seriam os reais proprietários das empresas, visava-se o monopólio dos serviços de emplacamento em Uberlândia e região.

Conforme constatado, essas associações criminosas são integradas por despachantes automotivos (o que é vedado expressamente pela legislação que disciplina a atividade e o funcionamento dessas empresas), que utilizam os laranjas para burlar os órgãos reguladores, garantindo o enriquecimento ilícito de seus integrantes.

Verificou-se ainda que a prática criminosa envolve falsificações em contratos sociais das estampadoras e despachantes e, por consequência, uma gama de infrações são cometidas para manter a estrutura criminosa credenciada perante os órgãos oficiais.

Também foram identificadas pessoas físicas que constituíram, em nome próprio, diversas pessoas jurídicas para atuarem junto aos Departamentos de Trânsito em todo o Estado de Minas Gerais. Os sócios, por vezes, não possuem sequer capacidade financeira para tanto.

Depreende-se também, que grande parte dessas pessoas físicas possuem vínculos empregatícios com outras pessoas jurídicas diversas das que “são proprietárias ou sócias”. Além disso, suas remunerações são completamente incompatíveis com o capital social integralizado para a constituição das empresas estampadoras de placas automotivas e de despachantes em que figuram como supostas sócias proprietárias.

Os principais crimes investigados são os de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção passiva, corrupção ativa, prevaricação e lavagem de capitais (arts. 288, caput, 299, 317, 333, 319, do Código penal; e 1º, caput e §1º da Lei 9.613/98).

A operação contou com a participação de quatro promotores de Justiça, 107 policiais militares, e com o apoio das unidades regionais dos Gaecos de Uberaba, Patos de Minas e Montes Claros.

Por fim, registra-se que as apurações prosseguem em andamento perante o Ministério Público de Minas Gerais, razão pela qual não será concedida entrevista coletiva por enquanto.

A operação foi denominada Guilda em referência às associações que agrupavam indivíduos com interesses comuns (negociantes, artesãos, artistas), em certos países da Europa durante a Idade Média, cujo propósito principal era proporcionar assistência e proteção mútuas aos seus membros.

Últimas Notícias

Vazamento em rede da Copasa pode deixar 19 bairros de Patos de Minas sem água

Veja mais

Clube de Leitura Entrelinhas celebra três anos de incentivo à leitura em Patos de Minas

Veja mais

Idosa de 72 anos cai ao descer de ônibus em Patos de Minas e é socorrida pelo SAMU

Veja mais

Polícia Civil indicia três por golpe do falso leilão que causou mais de R$100 mil de prejuízo a moradores de Patos de Minas

Veja mais

Pai e filho em moto são atingidos por carro que foge sem prestar socorro em Patos de Minas

Veja mais

Quando uma conversa gravada é considerada prova lícita? Doutor Brian Epstein Campos explica

Veja mais