Operação Argos Panoptes desbarata organização de pichadores que atuava em Belo Horizonte

Os investigados atuavam em Belo Horizonte e região, sobretudo durante o período noturno.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na madrugada de hoje, 27 de maio, a operação Argos Panoptes, com o objetivo de desbaratar uma quadrilha que agia na realização de pichações em monumentos, edificações, estruturas de transporte público e prédios de Belo Horizonte e região metropolitana, autodenominada Pixadores de Elite (P.E). Os investigados atuavam em Belo Horizonte e região, sobretudo durante o período noturno, danificando severamente bens públicos e privados. Estima-se que o prejuízo financeiro causado pela associação, que assumiu o comando da pichação em Belo Horizonte a partir de 2010,  supere  R$ 5 milhões.

Investigação

Durante sete meses, promotores de Justiça e agentes militares dos serviços de inteligência e investigação criminal que atuam junto ao MPMG realizaram um amplo e profundo diagnóstico da forma de agir da associação criminosa e de seus autores, descobrindo centenas de pichações nas mais diversas regiões da cidade.

As investigações revelaram que a associação criminosa era estruturada à semelhança do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope) e era regida por um estatuto que previa: “O objetivo da P.E é continuar com um grupo seleto de 15 fiéis, como manda a tradição este seleto grupo vai sempre levar a bandeira do império que está há 22 anos no TOPO. Só entra quem merece, só permanece quem fizer por onde...... uma vez P.E sempre PE um pichador de elite vale por 100 pixadores comuns” [sic].

Segundo um dos promotores de Justiça que coordenaram a operação, surpreende a condição de alguns dos integrantes da associação criminosa, composta  inclusive por profissionais liberais integrantes das classes média e alta, proprietários de carros de luxo, das marcas BMW e Volvo.

Além do prejuízo à ambiência urbana de Belo Horizonte, que hoje é considerada a capital mais pichada do país, cerca de R$ 2 milhões são gastos anualmente pela prefeitura somente para a retirada de pichações de prédios públicos municipais, como passarelas, elevados, túneis e muros.

Operação

Foram cumpridos 38 mandados judiciais, abrangendo ordens de busca e apreensão, condução coercitiva, colocação de tornozeleiras, recolhimento domiciliar e prisão temporária em Belo Horizonte, Contagem, Betim, Vespasiano e Curvelo.

Estão envolvidos na operação coordenada pelo Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) do MPMG, as Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo e Patrimônio Cultural da Capital, a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, agentes das Polícias Militar e Civil que atuam junto Grupo de Combate ao Crime Organizado, a Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Capital. Dezenove viaturas do Batalhão Rotam da Polícia Militar deram suporte ao cumprimento das ordens judiciais.

Vigilância

De acordo com a mitologia grega, Argos Panoptes era um gigante com cem olhos e que, mesmo quando dormia, mantinha cinquenta olhos abertos e vigilantes a fim de evitar a prática de ilícitos ao seu redor.

Fonte: MPMG

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