Namorado confessa ter ajudado garota a ocultar bebê asfixiado até a morte após parto

O jovem apontado como pai da criança não sabia da gravidez.

O caso da garota de 15 anos que fez o próprio parto no banheiro e depois asfixiou o bebê até a morte em Patos de Minas obteve mais detalhes nos últimos dias. O namorado da adolescente confessou ter ajudado a menor a ocultar o corpo do bebê. As apurações continuam para saber se a garota deu à luz realmente sozinha. A situação é considerada ainda muito estranha. O jovem apontado como pai da criança não sabia da gravidez.

O Delegado de Crimes contra a Vida, Érico Rodovalho, falou com o Patos Hoje sobre o caso que chocou a região. O policial explicou que cerca de 20 pessoas já foram ouvidas, inclusive médicos. A garota mãe da criança disse que, nos dias dos fatos, quando começou a sentir as dores, foi para o banheiro e começou a fazer força até que a criança nascesse. Depois, com um pano, asfixiou o bebê até a morte.

Ela também disse que, após isso, procurou o namorado de 18 anos para ajudá-la a ocultar o corpo do recém-nascido, o que foi feito. O garotinho foi encontrado a cerca de 7 quilômetros depois do Distrito de Alagoas. O namorado da garota confirmou a versão dizendo que realmente ajudou a garota a ter ocultado o bebê. No entanto, ele relatou que não sabe o que levou a namorada a matar a criança. O jovem disse que estava disposto a assumir o garotinho como filho.

Esta também foi a versão apresentada pela adolescente que já havia apontado quem era o pai da criança. Segundo o delegado, o menor prestou depoimento e confirmou que se relacionou com a garota uma única vez, mas que depois foi “bloqueado” por ela e que não sabia que ela havia ficado grávida. No entanto, ainda não há certeza da paternidade. Isso porque a garota havia se relacionado com outro jovem, ainda não encontrado.

Com relação ao ato infracional praticado pela adolescente ainda não se pode definir. O delegado explicou que ela pode responder por aborto, infanticídio ou até mesmo homicídio, que neste caso se tornaram delitos muito próximos. Novos exames vão apontar por exemplo se ela usou algum medicamento para acelerar o parto. As investigações também vão analisar se ela realmente cometeu o crime sob o estado do puerpério, que é uma situação exigida pelo Código Penal e, que se confirmado, pode haver a figura do infanticídio. Pode ser também homicídio, caso ela tenha asfixiado a criança apenas para escondê-la dos pais ou da sociedade. Como já confessaram, a garota e o namorado vão responder por ocultação de cadáver.

O policial destacou que está tentando encontrar o terceiro jovem com quem a garota teria se relacionado para fazer o teste de DNA e assim apontar com certeza quem seria o pai da criança. Érico Rodovalho também falou que, por enquanto, não irá pedir a internação da garota porque ela está sob cuidados em uma entidade de acolhimento em Patos de Minas e seria melhor deixá-la por perto para contribuir com a apuração dos fatos. “Ela teria que ser internada em um Centro de Recuperação de Belo Horizonte”, explicou.

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