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Mulher é presa acusada de chamar homem de “preto escroto” em clube; ela não foi autuada

O crime teria acontecido no interior do clube de lazer dos servidores – Sintrasp – no bairro Nova Floresta, quando mulher teria se dirigido a um visitante de forma preconceituosa por causa da cor de sua pele.

Uma mulher de 43 anos foi conduzida para a Delegacia de Polícia na tarde desse domingo (09) acusada de injúria racial. O crime teria acontecido no interior do clube de lazer dos servidores – Sintrasp – no bairro Nova Floresta, quando a mulher teria se dirigido a um visitante de forma preconceituosa por causa da cor de sua pele. A autoridade policial não ratificou o flagrante.

A vítima, um homem de 40 anos, disse aos policiais que adquiriu ingressos para passar o dia com a família no clube e que usava uma das duchas que existem próximas às piscinas quando foi interpelado pela mulher de 43 anos. Segundo ele, o registro da ducha apresentou defeito e que tentava explicar à mulher, mas que ela continuou o tratando com deselegância, informando que era sócia do clube e que, por ele não ser sócio, não estava cuidando das instalações de forma adequada.

A esposa da vítima, ao tomar conhecimento dos fatos, observou que a mulher estava em outra mesa, na companhia de outras pessoas, gesticulando e apontado para o seu marido. Ela disse que foi até onde a mulher estava para esclarecer os fatos.  Foi nesse momento que a servidora pública teria se dirigido ao homem como “preto escroto”.

A mulher negou que tenha tratado o homem de tal forma. Entretanto, uma segunda testemunha diz ter ouvido a servidora pública xingar o homem. Diante disso, a mulher foi conduzida para a Delegacia de Plantão para prestar esclarecimentos.

No entanto, a autoridade policial não ratificou o flagrante e ela foi liberada. O advogado, Gustavo Virgílio, entrou em contato com o Patos Hoje na tarde desta segunda-feira (10) e relatou que a acompanhou durante o APFD- Auto de Prisão em Flagrante e que, apesar de realmente existir o boletim de ocorrência, os fatos conforme o REDS estão longe de serem os fatos reais, o que foi explicado na delegacia.

O crime de injúria racial teve sua pena aumentada no ano de 2023, passando a ser punido com reclusão de 2 a 5 anos e a pena poderá ser dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.

Reportagem atualizada às 14h50 para informar que a acusada não teve a prisão ratificada e ela foi liberada

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