Mãe impede que filho seja arrastado e morto por atiradores no bairro Sebastião Amorim

Ele foi atingido na perna e um dos criminosos chegou a tentar arrastá-lo para fora para concluir o crime, mas foi impedido pela mãe do rapaz e pelo cachorro Pitt Bull, que pôs os atiradores para correr.


Um jovem de 26 anos foi vítima de uma emboscada e quase perdeu a vida na noite dessa segunda-feira (08). Ele foi atingido na perna e um dos criminosos chegou a tentar arrastá-lo para fora para concluir o crime, mas foi impedido pela mãe do rapaz e pelo cachorro Pitt Bull, que pôs os atiradores para correr.

O crime aconteceu por volta de 20h30. O rapaz de 26 anos saia de sua casa, localizada na rua João Gualberto, no bairro Sebastião Amorim, quando escutou alguém caminhando sobre as folhas secas existentes na praça em frente. Eram dois homens que saiam de trás de uma árvore. Um deles sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos.

O jovem foi atingido na perna e ficou caído. Nesse instante, um dos criminosos segurou a vítima pela roupa e tentou arrastá-la para fora, provavelmente para concluir o crime. A mãe do rapaz ouviu os disparos e veio socorrer o filho, impedindo que ele fosse assassinado. O cão Pitt Bull também ajudou a pôr os criminosos para correr.

Em conversa com os policiais, o jovem informou que estava saindo de casa para ir até a Fenapraça encontrar com amigos. Ele também contou que mais cedo, em conversa com um amigo, foi informado que uma pessoa de nome Marquinho, do bairro Jardim Esperança, estava o procurando para resolver uma situação a respeito de uma mulher que ele estaria ficando.

O jovem contou aos policiais que não tem desafeto e que não conhece Marquinho, mas que ligou para ele para tentar resolver a questão. Entretanto, Marquinho disse que não tinha conversa e que iria resolver a situação com ele.

Marcas de tiros ficaram na casa da vítima e também na residência ao lado. Nas imediações de onde ocorreu o crime, os policiais encontraram uma câmera virada em direção contrária ao local do crime, mas o equipamento grava áudio. Segundo os policiais, foi possível ouvir seis disparos e a conversa dos criminosos.

“Mata ele, mata ele, mata”, diz um deles e prossegue “tem bala no bolso ... põe, põe”, orientado o atirador a recarregar a arma. Sem conseguir concluir o crime, eles lamentam: “a não Marquinho, você não matou o cara veio, a não mano, a não Marquinho, porque você não chegou perto”. O atirador respondeu: “eu dei nele”.

A Polícia Militar segue em rastreamentos para localizar os criminosos. A Polícia Civil também já iniciou as investigações. Segundo o delegado Luiz Mauro Sampaio, já existe uma linha investigativa definida para este caso.

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