Investidores já têm percepção melhor sobre o Brasil, diz Levy

O ministro da Fazenda está nos Estados Unidos, onde participou de encontro do FMI e de debate econômico nesta segunda-feira em Nova York.

Os investidores estrangeiros já estão compreendendo mais as mudanças da política econômica realizadas neste ano pelo governo brasileiro. A melhoria de avaliação foi um dos principais pontos observados pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante o Encontro de Primavera 2015 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, nos Estados Unidos, entre os dias 17 e 19 de abril.

“Saí mais confiante sobre a percepção dos nossos parceiros, mais do que quando cheguei [a Washington]”, afirmou o ministro. “As pessoas entendem mais e melhor o que estamos fazendo.”

Segundo Levy, houve uma estabilização das expectativas econômicas no mercado financeiro (inflação, juros, crescimento da economia). “Viram que o governo tem rumo. Há uma grande torcida dos nossos parceiros. O que é bom para o Brasil, é bom para eles”, disse, lembrando que ocorreu uma mudança recente em relação ao cenário do começo do ano.

O ministro da Fazenda ressaltou que o cenário econômico e político de janeiro deste ano influenciou avaliações como a do relatório recente do FMI a respeito do Brasil. A mudança positiva, disse Levy, veio com a percepção de menor risco hidrológico (escassez de água no Sudeste), a nova gestão da Petrobras (que deve publicar seu balanço contábil na quarta-feira) e o diálogo com o Congresso Nacional.

“Está claro que o Brasil tomou ações. Há 15 dias, os congressistas se comprometeram a não aprovar projetos que aumentam despesas ou reduzem receitas”, disse.

Alguns dados divulgados nessa segunda-feira (20) mostram indícios de melhoria de cenário. As exportações de produtos manufaturados tiveram aumento de 12,8% na terceira semana de abril, com peso favorável da venda externa de aviões da Embraer. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, os analistas de mercado esperam um saldo positivo de US$ 4,3 bilhões da balança comercial (diferença entre exportações e importações) neste ano – em 2014, o déficit comercial foi de US$ 3,9 bilhões.

Infraestrutura

Levy teve conversas com investidores nos Estados Unidos que pretendem aplicar recursos em projetos de infraestrutura. O ministro explicou a eles o novo papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que fará mais parceiros privados do mercado capitais.

“É preciso ver novas maneiras de financiar a infraestrutura”, salientou o ministro da Fazenda. Segundo ele, um exemplo foi o leilão de concessão da Ponte Rio-Niteroi, que teve uma participação minoritário do BNDES. “[O BNDES] não vai mais carregar tudo sozinho nos projetos de infraestrutura.”

Fonte: Portal Brasil

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