Integrantes de organização criminosa são condenados por matar rival de forma covarde; crime foi filmado

O julgamento aconteceu no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas.

O Tribunal do Júri condenou, nessa quinta-feira (28), os homens acusados de serem integrantes de uma organização criminosa e de assassinarem Gustavo Luiz Brito da Costa, conhecido como “Xuxa”, no dia 08 de junho de 2023, em Lagoa Formosa. As investigações apontaram que a vítima dizia ser de uma facção rival dos acusados. O julgamento aconteceu no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas.

Adrian Altino Moreira, Jalisson Junio de Oliveira, Jhonathan Aparecido Soares da Mota, Marcos Antônio Jesus da Silveira e Wemerson Teixeira Santos foram levados a julgamento pelo assassinato de Gustavo Luiz. Eles foram acusados por homicídio triplamente qualificado em: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além disso, foram acusados de serem integrantes de uma organização criminosa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, as investigações apontaram que foi realizada, por videoconferência, uma reunião de lideranças de uma organização criminosa, em Patos de Minas, Lagoa Formosa e cidades da região. As investigações revelaram que Marcos Antônio e Jhonattan Aparecido estiveram presentes na reunião.

Durante a reunião, Xuxa foi julgado pelos membros da organização criminosa, devido ele ter voltado do Rio de Janeiro/RJ, onde morou por um tempo, e alegou que havia ingressado em uma facção rival dos denunciados. Durante o julgamento, os membros determinaram pela execução da vítima.

De acordo com a denúncia, Wemerson, Jalisson, Adrian e Fabiano atraíram Gustavo para uma boca de fumo, sob o pretexto de que iria ocorrer uma festividade no local. Imagens de um circuito de segurança flagraram toda a ação. A vítima estava sentada próxima a porta e fazia consumo de bebida alcoólica acompanhada dos acusados, enquanto uma testemunha dormia no sofá.

As imagens mostram um dos acusados indo até o portão, por duas vezes, e observando a movimentação na área externa. Tempos depois, Jalisson entra na residência, onde estavam Wemerson e Adrian. Minutos depois, Adrian sai de casa e se senta próximo a Fabiano, seguido por Jalisson, que sai bastante apressado, quando todos começam a olhar para a vítima aguardando a execução.


Conforme as imagens, Wemerson apontou a arma de fogo a pouco centímetros da vítima. Gustavo estava de costas para o atirador, e não percebeu a movimentação, permanecendo com o semblante tranquilo. Wemerson efetua o primeiro disparo, a vítima cai no chão e ainda é alvejada por pelo menos quatro disparos. Em seguida, Wemerson sai da residência, acompanhado dos outros acusados. As imagens mostram que a testemunha, que dormia no sofá, acorda assustada e sem entender o que aconteceu. As investigações revelaram que Marcos Antônio, apontado como mandante do crime, acompanhou a cena em tempo real, na Bahia/BA, onde estava foragido.

As investigações apontaram que, após o crime, Marcos Antônio pediu para que outra pessoa fosse até o local e trancar o portão, devido a casa estar aberta. Os policiais ainda descobriram que, minutos antes do crime, Wemerson foi até a rua conversar com Jhonattan, que aguardava dentro de um Toyota/Corolla, de cor preta. No local, Jhonathan teria entregado a arma de fogo para Wemerson, e, em seguida, fugiu do local.

Durante o julgamento, Wemerson, que foi flagrado efetuando os disparos, afirmou que quem cometeu o crime foi o seu irmão gêmeo, mas as autoridades não encontraram registros de que ele tenha irmão gêmeo. Após todos os ritos seguidos, todos os acusados foram condenados pelo Tribunal do Júri:

Wemerson Teixeira Santos (executor): 23 anos e 2 meses, por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa;

Adrian Altino Moreira: 23 anos e 2 meses, por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa;

Jalisson Junio de Oliveira: 23 anos e 2 meses, por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa;

Marcos Antônio Jesus da Silveira (mandante): 28 anos e 4 meses, por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa;

Jhonattan Aparecido Soares da Mota: 4 anos e 6 meses, por organização criminosa. Ele foi absolvido do homicídio.

Todos foram condenados a cumprirem as penas no regime inicial fechado. O Patos Hoje apurou que Fabiano Jesus de Lima, que teria participado do crime, conforme as investigações, nunca foi encontrado e segue foragido.

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