Inflação tem maior nível para março em 4 anos e supera centro da meta em 12 meses

O índice acumulado em 12 meses passou a registrar avanço de 4,58 por cento

A inflação oficial brasileira acelerou a alta com força em março e registrou o maior nível para o mês em quatro anos, levando o acumulado em 12 meses a superar o centro da meta oficial pela primeira vez desde outubro.

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,75 por cento, depois de ter subido em fevereiro 0,43 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Esse é o nível mais alto do índice desde junho de 2018 (1,26 por cento) e o mais forte para o mês de março desde a taxa de 1,32 por cento registrada em 2015.

Com isso, o índice acumulado em 12 meses passou a registrar avanço de 4,58 por cento, sobre 3,89 por cento no mês anterior, o que representa o maior nível desde fevereiro de 2017 (4,76 por cento).

Assim, o IPCA supera o centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. É a primeira vez que isso acontece desde outubro do ano passado, quando o objetivo era de 4,5 por cento.

No mês passado, o Banco Central antecipou que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico em torno de abril ou maio, para depois recuar para patamar abaixo do centro da meta deste ano.

GASOLINA E TOMATE

Em março, a pressão veio de alimentos e transportes, que juntos representam 43 por cento das despesas das famílias e responderam por 80 por cento do índice do mês.

“O lado positivo da alta de março é que ela foi concentrada, e não espalhada. Isso mostra que ela pode ir e voltar. Temos que acompanhar o clima para os próximos meses”, disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

Os preços de alimentação e bebidas aceleraram a alta a 1,37 por cento, de 0,78 por cento em fevereiro, com os alimentos para consumo no domicílio subindo 2,07 por cento e tomate (31,84 por cento por cento), batata-inglesa (21,11 por cento), feijão-carioca (12,93 por cento) e frutas (4,26 por cento) pesando.

Já os custos de transportes aumentaram 1,44 por cento em março, deixando para trás a queda de 0,34 por cento no mês anterior. O avanço de 3,49 por cento nos preços dos combustíveis foi o principal responsável pelo resultado, com a gasolina custando 2,88 por cento a mais.

A inflação de serviços, por sua vez, desacelerou levemente com taxa de 0,32 por cento, de 0,39 por cento em fevereiro.

Apesar da maior pressão em 12 meses, o cenário para a inflação é confortável, diante do quadro de recuperação lenta e gradual da economia e do mercado de trabalho ainda fraco, mantendo a perspectiva de manutenção dos juros básicos este ano.

Após manter a Selic na mínima histórica de 6,5 por cento, o BC indicou que, diante da retomada econômica abaixo do esperado, o balanço de riscos para a inflação passou a ter pesos iguais tanto para cima quanto para baixo, o que tirou o impedimento explícito que o BC vinha apontando para eventualmente diminuir os juros à frente.

A pesquisa Focus mais recente realizada pelo BC mostra que os economistas projetam alta do IPCA este ano de 3,90 por cento, indo a 4 por cento em 2020.

Fonte: Reuters

Últimas Notícias

Homem se esconde em alçapão de telhado de residência onde furtava até imagens religiosas, mas acaba localizado pela PM

Veja mais

Moradores do bairro Ipanema ficam dois dias de torneiras vazias e precisam recorrer a água mineral

Veja mais

Audácia! Jovem é preso em condomínio por vender drogas com divulgação pelo Instagram

Veja mais

Tragédia na BR-365: batida frontal entre caminhões deixa dois mortos nesta manhã de sábado

Veja mais

Encenação da Paixão de Cristo leva muita emoção e reflexão a milhares de pessoas em Patos de Minas

Veja mais

Doutor Hely confirma retorno ao PSDB e oficializa pré-candidatura a deputado estadual

Veja mais