Homem que esfaqueou conhecido após desentendimento por conserto de moto é absolvido por legítima defesa
Gilmar Junio Santos Nunes havia sido denunciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
O Tribunal do Júri de Patos de Minas absolveu, nesta quarta-feira (08), um homem acusado de tentar matar um conhecido a facadas no bairro Jardim Paulistano. O crime aconteceu dias após um desentendimento por causa de um conserto de uma moto. Gilmar Junio Santos Nunes havia sido denunciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu no dia 11 de dezembro de 2018, por volta das 19h36, na Rua José Dias Vieira. Na ocasião, o denunciado teria desferido dois golpes de faca na região tóraco-abdominal de Eduardo César da Silva Melo, após uma discussão.
Dias antes do crime, em 7 de dezembro, a vítima havia procurado o acusado para pedir ajuda no conserto de uma motocicleta. Ambos eram conhecidos. Como o reparo não deu certo, Eduardo teria deixado o local irritado e proferido ameaças contra o denunciado: “Safado tem que tomar tiro na cara, quando as coisas miorá pra mim eu não ajudo ninguém” (sic).
Já no dia do ocorrido, Eduardo voltou ao local, onde ingeriu bebidas alcoólicas na casa de um cunhado do acusado, que fica nos fundos da residência. Em determinado momento, ele foi até a parte da frente para usar o celular, quando foi abordado por Gilmar, que questionou as ameaças anteriores. Os dois iniciaram uma discussão que evoluiu para luta corporal.
Durante o confronto, segundo a acusação, Gilmar teria pegado uma faca que estava sobre uma mesa e atingido a vítima com dois golpes. Após ser ferido, Eduardo saiu gritando por socorro e foi levado por terceiros até o Hospital Regional Antônio Dias.
A vítima deu entrada na unidade em estado grave, com quadro de choque hipovolêmico e risco de morte. Ela precisou passar por cirurgia de urgência, que foi essencial para salvar sua vida.
A Polícia Militar realizou buscas na residência, mas Gilmar não foi encontrado no dia. No interior do imóvel, os militares localizaram uma faca de inox, com cabo branco, suja de sangue, dentro de um armário de cozinha.
Durante o julgamento, a defesa, composta pelos advogados Pedro Soares, Ian Bernar, Jennifer e Laura, sustentou a tese de legítima defesa. O Júri reconheceu que Gilmar esfaqueou Eduardo, mas o absolveu, acolhendo a tese apresentada pela defesa.