Grupo de 29 trabalhadores resgatados pelo MPT de Patos de Minas em Ibiá vai receber mais de 200 mil de indenização

O acordo foi firmado perante a justiça

Um grupo de 29 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão na colheita de milho, em uma fazenda de Ibiá (MG), serão beneficiados por um acordo judicial firmado entre o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), o proprietário da fazenda e seus parceiros. O acerto garante o pagamento de R$ 203 mil em indenizações, além da adoção de medidas para prevenir novas violações de direitos trabalhistas.

"Encerrar uma ação judicial com a celebração de acordo com os investigados é sempre muito positivo, primeiro porque resulta em celeridade na proteção e na reparação dos direitos dos trabalhadores; depois porque aumenta a expectativa de que empregadores avancem nos níveis de proteção dos trabalhadores já que o acordo é título judicial e poderá ser executado rapidamente na Justiça do Trabalho, em caso de reincidência", explica o procurador do Trabalho responsável pelo caso, Hermano Martins Domingues.

Além de estabelecer uma série de obrigações trabalhistas para assegurar que futuros trabalhadores não sejam submetidos às mesmas condições de trabalho, o acordo prevê o pagamento de R$ 203 mil aos 29 trabalhadores resgatados, a título de verbas rescisórias, em 24 parcelas mensais, no valor de R$ 8.458,33. Cada trabalhador receberá R$ 7 mil. O atraso ou inadimplência de qualquer parcela acarretará multa de 20% sobre o saldo devedor. O acordo não impede os trabalhadores que desejarem de ajuizar ações judiciais para pedir valores adicionais.

O acordo também impõe compromissos como o registro formal dos contratos de trabalho, pagamento integral dos salários até o quinto dia útil, concessão de descanso semanal remunerado, manutenção de alojamentos em conformidade com normas de higiene e segurança e fornecimento de água potável nos locais de trabalho. O descumprimento dessas obrigações poderá gerar multa de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado. "As obrigações assumidas valem para todos os estabelecimentos atuais e futuros de propriedade dos investigados", destaca o procurador.

Entenda o caso - A situação irregular foi constatada durante operação realizada em 6 de outubro de 2025 por força-tarefa composta pelo MPT, a auditoria fiscal do trabalho e Polícia Federal. No local, os trabalhadores atuavam na colheita manual de milho, submetidos a jornada exaustiva, informalidade, ausência de pagamento de salários e condições degradantes de moradia e trabalho.

Após o resgate, o MPT ingressou com pedido de tutela cautelar antecedente para assegurar o bloqueio de bens dos responsáveis, evitando a dilapidação patrimonial e garantindo recursos para o pagamento das indenizações. A Justiça do Trabalho determinou a restrição de venda de imóvel rural e de um veículo pertencentes ao empregador.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais

Últimas Notícias

MDB oficializa José Eustáquio, Wilian Campos e Vitor Porto como candidatos nas eleições de 2026

Veja mais

Mulher de 39 anos morre após carro e caminhão baterem de frente na BR262

Veja mais

Acidente entre moto e carro deixa duas pessoas feridas na Avenida Fátima Porto, em Patos de Minas

Veja mais

Apagão deixa milhares de moradores da parte alta de Patos de Minas no escuro

Veja mais

Operação prende três suspeitos e apreende adolescente por tráfico de drogas em São Gonçalo do Abaeté

Veja mais

Cadastro para educação infantil da rede municipal de Patos de Minas começa neste sábado

Veja mais