Governo decide suspender leilão da BR 365; proposta de terceirização é alvo de críticas

A BR 365, no trecho entre Patrocínio e Uberlândia estava incluído no pacote de rodovias em solo mineiro que seriam passadas para a iniciativa privada.

O prefeito Luís Eduardo Falcão disse que o leilão do Programa de Concessões de Rodovias que estava marcado para o próximo dia 18 de março foi suspenso. A BR 365, no trecho entre Patrocínio e Uberlândia estava incluído no pacote de rodovias em solo mineiro que seriam passadas para a iniciativa privada.

Desde que foi lançado, o Programa de Concessões de Rodovias proposta pelo Governo de Minas vem sendo alvo de críticas. No caso da BR 365, além das exigências de benfeitorias, os valores dos pedágios também não agradaram. O programa previa a duplicação de apenas 10km da rodovia e até duas praças de pedágio entre Patrocínio e Uberlândia, com valores que podiam chegar a R$ 13,00 por pedágio.


O plano de concessões também se tornou alvo da Justiça. O Ministério Público Federal de Uberlândia ajuizou ação civil pública apontando irregularidades no processo. O órgão lembrou que as rodovias consideradas de integração nacional, como a BR 365, estão proibidas de serem repassadas para os cuidados do Estado. O MPF também lembrou que já existe decisão judicial que obriga o Governo Federal a duplicar a BR 365 no trecho entre Uberlândia e Patos de Minas. O processo está em fase de recurso.

O prefeito de Patrocínio, Deiró Marra, também ajuizou ação na Justiça pedindo a suspensão do Leilão. Diversas autoridades da região, como a deputada federal Greyce Elias e o deputado estadual Dr. Hley se posicionaram contrários à medida. Diante dessa pressão, o governador Romeu Zema decidiu suspender o leilão e dar mais prazo para que a proposta seja melhor discutida.


Os prefeitos se mostraram radicalmente contra o processo de concessão. Segundo o prefeito e presidente da Amapar, Luís Eduardo Falcão, há diversas irregularidades no processo e em razão disso ele precisa ser melhor discutido e estudado. Falcão disse ainda que o pedido era pelo cancelamento do leilão, o que foi concedido pelo governo do estado.

O prefeito de Patrocínio, Deiró Marra, fez duras críticas ao projeto de concessão e disse que nenhum município sai ganhando com o projeto. Ele disse também que não faz sentido o dinheiro da outorga dos pedágios irem para outras cidades do estado. “Nós vamos lutar para que esse dinheiro seja investido nas vias e não em outros locais” disse ele.

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