Entrada de dólares no Brasil supera saída em US$ 9,4 bi em 2015

Em dezembro, o saldo ficou negativo em US$ 2,146 bilhões.

O Banco Central (BC) informou hoje (6) que, em 2015, mais dólares entraram do que saíram no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo BC, o saldo positivo de entrada e saída de dólares do país fechou o ano em US$ 9,414 bilhões. Em dezembro, o saldo ficou negativo em US$ 2,146 bilhões.

No ano, o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 25,486 bilhões, enquanto o segmento financeiro (investimentos estrangeiros diretos, em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) registrou saldo negativo de US$ 16,071 bilhões.

Em dezembro, o fluxo comercial ficou positivo em US$ 7,124 bilhões e o financeiro, negativo em US$ 9,270 bilhões.

A entrada ou saída de dólares no país é um dos fatores que influenciam a cotação da moeda. Quando há mais dólares no país, a tendência é haver uma redução da cotação. Mas outros fatores afetam a cotação da moeda, como o aumento dos juros nos Estados Unidos.

Os juros mais altos atraem dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, como o Brasil.

A desaceleração da China também gera efeitos no Brasil, país exportador de commodities (bens primários com cotação internacional). Isso porque a segunda maior economia do planeta é grande consumidora de matérias-primas como ferro e petróleo e de produtos agrícolas como soja.

A diminuição do crescimento da economia chinesa se reflete em redução de preços das commodities. Com exportações mais baratas, menos dólares entram no país, empurrando para cima a cotação da moeda norte-americana.

Outro fator que afeta a cotação do dólar são as intervenções do BC no mercado de câmbio, com venda de dólares no mercado futuro (swaps cambiais), por exemplo. As incertezas políticas e as expectativas ruins para a economia brasileira também influenciam a cotação.

No cenário turbulento do ano passado, o dólar oscilou constantemente e bateu recordes. Em reação às incertezas políticas e econômicas do país e à conjuntura internacional, a moeda iniciou o ano perto dos R$ 2,70. Em março, já havia ultrapassado R$ 3 e, em junho, operou acima dos R$ 3,10.

No dia 22 de setembro, o dólar fechou acima dos R$ 4 pela primeira vez na história. No dia 24 do mesmo mês, chegou a R$ 4,24, outra máxima histórica, e depois recuou, encerrando o pregão a R$ 3,9914. No dia 30 de dezembro, o dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 3,9480.

Fonte: Agência Brasil

Últimas Notícias

Procon de Patos de Minas alerta: cobrança para assistir a jogos em bares é prática abusiva

Veja mais

Homem proibido de se aproximar pula muro, invade casa da ex e furta secador de cabelo

Veja mais

Na lanterna do grupo, Mamoré aposta no técnico Toninho Pesso para buscar reação no Módulo II

Veja mais

Batida entre duas motos deixa pelo menos três pessoas feridas no bairro Lagoa Grande

Veja mais

Tribunal de Justiça anula eleição e determina destituição de síndico de condomínio em Patos de Minas

Veja mais

Perseguição da PRF na BR 365 termina com a apreensão de cerca de 200kg de maconha

Veja mais