Dólar dispara 2% e supera R$3,96 com incerteza sobre Previdência e exterior

O dia negativo para moedas emergentes no exterior também pressiona os negócios no Brasil.

O dólar chegou ao maior patamar ante o real desde o começo de outubro na máxima desta quarta-feira, quando disparava diante de clima de intensa desconfiança no mercado sobre a capacidade do governo de articular com o Congresso a aprovação da reforma previdenciária.

O dia negativo para moedas emergentes no exterior também pressiona os negócios no Brasil, conforme investidores começam a entender a postura mais acomodatícia de alguns bancos centrais como resultado de um enfraquecimento além do esperado na economia global.

Às 12:24, o dólar avançava 1,96 por cento, a 3,9424 reais na venda. Na máxima, a cotação chegou a 3,9615 reais, aproximando-se da marca de 4 reais, nível em que fechou pela última vez em outubro.

Na B3, a referência do dólar futuro avançava cerca de 1,8 por cento, a 3,948 reais.

Depois do intenso fluxo de notícias da véspera, que expuseram ainda mais as dificuldades do governo na negociação para a reforma, o mercado reage nesta quarta-feira ao que está sendo interpretado como mais uma derrota do Executivo diante da Câmara dos Deputados, num momento já de instabilidade na relação entre ambos.

A Câmara aprovou, em votação na noite de terça-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatória a execução de emendas coletivas no Orçamento da União. O texto foi aprovado em dois turnos por ampla maioria e agora seguirá para o Senado. A PEC contraria o que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem defendendo como “plano B” à reforma Previdência, que seria a desvinculação total do Orçamento.

“O recado é claro. O governo não tem apoio. E menos ainda para uma pauta impopular como a reforma (da Previdência). O mercado está sendo chamado à realidade”, disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Os investidores ainda aguardam nesta quarta-feira a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

As compras recentes de dólar têm sido lideradas sobretudo pelos investidores estrangeiros, que já sustentam posições líquidas compradas (que ganham com a alta do dólar) de 37,1 bilhões de dólares. Apenas na véspera, houve compra líquida de quase 1 bilhão de dólares.

“Nem mesmo a entrada do exportador está conseguindo aliviar o câmbio. No máximo, não deixa subir mais”, disse Marcos Trabbold, da B&T Corretora.

O Banco Central vendeu todos os 14,5 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em rolagem do vencimento abril. Com isso, já renovou 11,600 bilhões de dólares dos 12,321 bilhões de dólares com vencimento no começo de abril.

Fonte: Agência Reuters

Últimas Notícias

Polícia Civil indicia idosa de 70 anos por injúria racial contra jovem em Rio Paranaíba

Veja mais

Jovem atira para o alto após se envolver em confusão e foge da polícia pulando muros em Patos de Minas

Veja mais

Motociclista é preso por transitar em moto com placa dobrada em Patos de Minas

Veja mais

Homem acaba preso após bater na traseira do carro da ex-companheira em Lagoa Formosa

Veja mais

Homicídios caem em Minas, mas aumento de suicídios entre policiais acende alerta no Estado

Veja mais

Buraco se abre em calçada próximo a Unidade de Saúde e vira armadilha para pedestres

Veja mais