Dia Nacional da Doação de órgãos é comemorado com palestra e conscientização em Patos de Minas

Nossa reportagem esteve no Hospital Regional, na tarde desta segunda-feira (27), e acompanhou uma palestra a respeito do tema que reuniu profissionais de saúde, receptores e familiares de doadores

Você é doador de órgãos? Sabe como funciona? Hoje nós vamos te contar um pouco mais sobre essa árdua e singela atitude de doar órgãos e salvar vidas. Você sabia que uma única pessoa pode salvar pelo menos outras nove por meio da doação? Nossa reportagem esteve no Hospital Regional, na tarde desta segunda-feira (27), e acompanhou uma palestra a respeito do tema que reuniu profissionais de saúde, receptores e familiares de doadores

O dia 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e cerca de 40.470 mil brasileiros seguem em uma fila a espera de um transplante. De acordo com a Técnica da Comissão de Doação de Órgãos, Paula Braga, muitas famílias recusam a doação de órgãos porque não tinham conhecimento se o paciente queria doar. “É muito importante falar para a sua família ainda em vida que você tem o desejo de ser um doador” disse ela.

Mesmo que o paciente deixe um documento manifestando o desejo, a decisão final pertence a família. “Mesmo que o paciente deixe por escrito o desejo de doar manifestado, a última palavra é dos familiares e por isso é importante esse trabalho conscientização”. Paula explicou que as captações mais realizadas no hospital são de rins, fígado, coração e córneas. Durante a palestra, ela explicou os procedimentos e os protocolos que devem ser realizados desde a chegada do paciente até a abordagem da família para a autorização da doação de órgãos.


O eletricitário Denilson de Morais Castro de 49 anos recebeu um coração em 2013. Segundo ele, desenvolveu uma doença chamada Miocardiopatia dilatada e já estava bastante debilitado. “Eu estava com apenas 14% de força no meu coração e estava em um período muito complicado. Se não fosse o amor de uma família que autorizou a doação eu não estaria aqui”. Segundo Denilson, ele segue uma vida como qualquer outra. “Faço atividades físicas, me alimento normalmente e tenho uma vida muito saudável” ressaltou Denilson que aconselhou outras famílias a doarem órgãos e salvarem vidas.


Segundo Agda Menezes, apesar da angustia e da dor da perda da irmã, a doação de órgãos foi muito gratificante pois é um gesto de amor e carinho. “Ela já não está mais conosco, mas ela vive em cada pessoa que recebeu uma parte dela” disse Agda. Ela ainda ressaltou a importância da doação e disse que é mesmo com a perda de um familiar querido, há conforto em saber que a pessoa partiu, mas manteve uma vida a salvo aqui.



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