Detentos são condenados por assassinato de colega de cela e recebem penas que somam mais de 72 anos

Após a leitura da sentença, os condenados foram reconduzidos ao sistema prisional.

O Tribunal do Júri de Patos de Minas julgou, nesta sexta-feira (30), no Fórum Olympio Borges, três detentos acusados de participação na morte de Gabriel Alves da Cruz, que era um colega de cela, dentro do Presídio Sebastião Satiro, no dia 27 de janeiro de 2025. Todos os três foram condenados a penas que somam mais de 72 anos de prisão. Um outro acusado será julgado em outra data, enquanto que um quinto réu foi assassinado dentro do presidio em setembro do ano passado.

O Ministério Público havia denunciado três mulheres trans: uma conhecida como Luany de Souza, outra como Luane e a Escarlate, que será julgada em outra data, além de dois homens: Carlos Cesar de Sousa da Silva e Kaike de Jesus Gomes, que foi assassinado no final do ano passado antes de ser levado a julgamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima teria sido surpreendida pelos acusados logo após sair do banho. Um dos réus aplicou um golpe conhecido como “gravatada” e tampou o nariz da vítima, impedindo sua respiração, enquanto os outros seguravam braços e pernas, dificultando qualquer reação.

Ainda segundo a acusação, após a vítima perder a consciência, os detentos utilizaram um pedaço de cobertor para enforcá-la, causando a morte por asfixia. Em seguida, o corpo foi arrastado até o banheiro da cela, onde os envolvidos teriam tentado simular um suicídio, pendurando o detento em uma grade.

O Ministério Público sustentou que o homicídio foi cometido por motivo fútil, relacionado a desentendimentos internos e disputa por liderança dentro da cela, além de ter sido praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima e em superioridade numérica.

Após serem seguidos todos os ritos do Tribunal do Júri, os jurados formaram maioria pela condenação dos três réus: Luany de Souza foi condenada a 27 anos e 4 meses de prisão; Carlos Cesar de Sousa da Silva recebeu pena de 24 anos; enquanto que Luane foi condenada a 21 anos de prisão.

Após a leitura da sentença, os condenados foram reconduzidos ao sistema prisional.

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