Detento de 30 anos é encontrado morto com bilhete no peito na Penitenciária de Carmo do Paranaíba
Um dos companheiros de cela confessou a autoria do crime.
Mais um assassinato foi registrado no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba. Um detento de 30 anos foi encontrado morto dentro de uma cela com um bilhete posicionado sobre o peito. Um dos companheiros de cela confessou a autoria do crime, ocorrido na madrugada desta terça-feira (11).
De acordo com informações registradas no Boletim de Ocorrência, os policiais penais foram acionados por volta das 00h05 para comparecerem à cela 08 do Pavilhão 2. O local abriga detentos sob custódia especial que se encontram ameaçados ou "decretados" por facções criminosas. Ao entrarem na cela, os agentes se depararam com Jeferson Ferreira Zierhut, de 30 anos, caído no chão, de barriga para cima, já sem vida e com um bilhete colocado em cima de seu peito.
O detento Wanderson Gonçalves da Rocha, de 32 anos, que dividia o local com a vítima, assumiu a autoria do assassinato. Ele relatou aos policiais penais que estava dormindo quando foi acordado por Jeferson com xingamentos e agressões físicas. Wanderson alegou que apenas revidou aos ataques e acabou matando o companheiro de cela. Segundo o registro policial, o crime foi cometido mediante agressão física, sem a utilização de armas ou objetos perfurocortantes.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e o médico de plantão atestou o óbito no local. A Perícia Técnica da Polícia Civil compareceu à penitenciária para realizar os trabalhos de praxe e recolher o bilhete deixado sobre o corpo da vítima.
Além da vítima e do autor confesso, outros dois detentos ocupavam a cela no momento do fato: Mário Felipe Silva de Souza, de 41 anos, e Ronald Lima Silva, de 20 anos. Todos os detentos da cela foram retirados do local e isolados em outro compartimento para garantir a preservação da cena do crime até a chegada da perícia.
Os envolvidos foram colocados à disposição da autoridade policial. O caso foi repassado para a Delegacia de Polícia Civil de Carmo do Paranaíba, que vai instaurar inquérito para apurar a veracidade da versão apresentada pelo autor. O conteúdo da mensagem deixada no bilhete não foi revelado.