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Detenta “sequestra” visitantes e causa grande tumulto no Presídio de Patos de Minas

O caso envolveu a prática de sequestro e cárcere privado, resistência, lesão corporal e desacato, resultando na prisão de quatro internos e em ferimentos leves em um policial penal.

Um grave episódio de violência e desrespeito à autoridade ocorreu no sábado (06), no Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. O caso envolveu a prática de sequestro e cárcere privado, resistência, lesão corporal e desacato, resultando na prisão de quatro internos e em ferimentos leves em um policial penal.

De acordo com informações policiais, durante a visitação social na Galeria II da unidade prisional, por volta das 15h, a interna Nicolly Araujo Porfirio, 26 anos, mulher transsexual, iniciou uma série de exigências aos agentes. Após conseguir autorização para trocar de cela, ela passou a impedir a saída dos visitantes do pátio, segurando o portão.

Nicolly, que foi presa após a morte do namorado, declarou que só liberaria as pessoas com a presença do diretor-geral e do subdiretor de segurança, ameaçando “derrubar qualquer polícia” que tentasse intervir. Três visitantes foram mantidos contra a vontade: a mãe dela, a mãe de outra detenta e o namorado de outra.

Após negociações conduzidas pelo subdiretor de segurança, diretor-geral e assessor, os visitantes foram liberados. No entanto, ao ser solicitada para algemação e recondução à cela, Nicolly reagiu com extrema agressividade, desferindo chutes, socos e mordidas contra os policiais penais. De acordo com o boletim, ela tem histórico de violência e possui “estatura alta e envergadura avantajada”.

Para contê-la, foi necessário o uso de munição menos letal (oito disparos) e spray de pimenta. Durante a contenção, a interna mordeu um dos policiais penais, causando lesão com sangramento. O agente foi encaminhado ao hospital para curativo e exames.

Enquanto os policiais subjugavam Nicolly, outros três internos começaram a jogar objetos (copos, sabão, garrafas PET, sacolas com urina) contra os agentes, acompanhados de xingamentos. Para cessar os ataques, os policiais efetuaram aproximadamente 11 disparos de arma de calibre 12. Dois policiais foram atingidos por objetos, mas não sofreram lesões. Os internos chegaram a usar colchões e cobertas como barricadas nas portas das celas.

Após a imobilização, Nicolly apresentou lesões leves nos membros e tronco e foi encaminhada para atendimento médico. Ela e os outros três internos foram presos em flagrante. Nicolly pode responder por sequestro e cárcere privado e resistência, enquanto os demais são autuados por desacato. O policial ferido foi qualificado como vítima de lesão corporal.

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