Delações da Odebrecht citam repasses ao vice-governador Antônio Andrade; ele nega

Ele aparece nos depoimentos gravados como destinatário de R$ 275 mil.

Antônio Andrade - Vice-governador de Minas Gerais.

O ex-deputado federal e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade é um dos citados na deleção premiada dos executivos da empreiteira Odebrecht. Ele aparece nos depoimentos gravados como destinatário de R$ 275 mil. Em nota, o vice-governador nega ser destinatário de qualquer doação em dinheiro oferecida pela empresa.

Embora seja natural de Patos de Minas, Antônio Andrade iniciou a carreira política como prefeito da cidade de Vazante. Foi eleito deputado estadual, deputado federal por dois mandatos, período em que ocupou também o cargo de ministro de estado da agricultura. Atualmente, além do cargo de vice-governador de Minas, Andrade é presidente do PMDB de Minas e até então não tinha aparecido nas investigações da Operação Lavajato.

O ex-executivo da Odebrecht, Benedito Silva Júnior, disse na delação ter repassado valores de aproximadamente R$ 500 mil para políticos do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, incluindo Antônio Andrade. Os recursos para o patense seriam referentes à campanha para deputado federal no ano de 2010.

Antônio Andrade nega ter recebido qualquer doação pessoal da empreiteira Odebrecht. Segundo o vice-governador, naquele ano, o diretório estadual do PMDB recebeu doações da empresa, mas dentro das regras previstas pela legislação eleitoral. Ele ressaltou ainda que esses valores não foram utilizados em sua campanha.

Antônio Andrade não faz parte da chamada “Lista do Fachin” que determinou a abertura de investigações contra  8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados. Veja a íntegra da nota emitida pelo vice-governador:

Como candidato a deputado federal por Minas Gerais, não recebi, na campanha de 2010, nenhum valor da Odebrecht.

Todas as doações e despesas daquela eleição foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral, e a prestação de contas, aprovada.

O Diretório Estadual do PMDB/MG, presidido por mim, recebeu, naquele ano, conforme previa a legislação, doação da referida empresa, que também foi declarada ao TRE/MG.

Importante ressaltar que nenhuma parcela de tal doação foi destinada à minha campanha ”.

Autor: Farley Rocha

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