Curto circuito pode ter sido a causa do incêndio que matou três crianças em PO

Os corpos dos três meninos foram liberados pelo IML e a mãe continua internada com queimaduras graves.


As crianças estavam no quarto, onde ocorreu o incêndio. ( Foto: Hamilton Porto / PO Notícias )
Peritos da Polícia Civil concluíram na manhã desta quarta-feira (30) o trabalho de coleta de dados e materiais para apurar as causas do incêndio que tirou a vida de três crianças na cidade de Presidente Olegário na tarde de ontem. Um curto circuito na rede de energia elétrica foi identificado, mas os peritos ainda vão analisar outras possibilidades. Os corpos dos três meninos foram liberados pelo IML e a mãe continua internada com queimaduras graves.

O trabalho pericial começou ainda na tarde dessa terça-feira (29), mas o local estava escuro demais e os peritos decidiram isolar o local e retornar na manhã desta quarta-feira (30). O trabalho se concentrou, principalmente, no quarto onde as crianças estavam. De acordo com Reginaldo Cadete, chefe do setor de perícias da Polícia Civil, um curto circuito próximo a uma tomada foi identificado.

De acordo com ele, outras investigações estão sendo feitas para determinar se o curto ocorreu antes ou após o incêndio. Parte do material foi recolhido para análises. Os moradores informaram aos policiais que o bairro onde ocorreu o incêndio estava sem energia. O horário do início do incêndio coincide com o momento em que a Cemig retomou o abastecimento de eletricidade para os moradores. Essa informação também será analisada pelos peritos.

O incêndio aconteceu na meia água na Rua Mané Chico, Bairro Américo Caetano onde a família morava. As crianças estavam no quarto, onde ocorreu o incêndio. Wingride Lorran Oliveira, 4 anos, e dos gêmeos, Rian Jesus Lopes e Raian Jesus Lopes, 1 ano e oito meses sofreram queimaduras graves e morreram no local. A mãe, Cleidiane Maria de Jesus, 23 anos, chegou pouco depois e tentou apagar o fogo para salvar as crianças e também teve queimaduras graves.

Cleidiane foi socorrida e transferida para Belo Horizonte onde permanece internada. Os corpos das três crianças foram liberados pelo IML e transladados para a cidade de Pai Pedro, no Norte de Minas, onde a família morava. O pai das crianças, Leandro Ruas Lopes, 24 anos, seguiu junto para cuidar do sepultamento.

Leandro e Cleidiane foram para Presidente Olegário em busca de trabalho. Eles estavam na cidade há apenas cinco meses e chegaram a passar dificuldades. Uma campanha foi realizada e a população doou roupas e comida para o casal e para as crianças. A família estava animada com a vida nova e chegaram a comentar que não voltariam mais para a cidade de Pai Pedro, que tem um dos menores IDHs do país e onde eles chegaram a passar fome.

Autor: Maurício Rocha

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