CPI apresenta relatório final e pede que contrato com a Copasa seja cancelado em Patos de Minas

O relator apontou diversas irregularidades e pediu o fim dos trabalhos da Copasa na capital do milho.

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as ações e possíveis irregularidades da Copasa em Patos de Minas finalizou seus trabalhos na manhã desta quarta-feira (08) pedindo o rompimento do contrato com a companhia na cidade. O relatório final foi lido pelo Vereador José Eustáquio durante quase duas horas. Ele apontou diversas irregularidades e pediu o fim dos trabalhos da Copasa na capital do milho, além de sugerir mudanças à Prefeitura Municipal.

Muita alegria e uma sensação de dever cumprido. Foi assim que os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito deixaram a Câmara Municipal na manhã de hoje. Foram mais de 3 horas de reunião para apresentação do relatório final e considerações dos vereadores. O relator da CPI, Vereador José Eustáquio, disse que foram encontradas inúmeras irregularidades no serviço prestado pela Copasa em Patos de Minas. Segundo ele, a companhia deixa a desejar em vários aspectos e não cumpre o contrato.

Contrato esse que, segundo o relator, não deveria ter sido feito sem uma licitação. No relatório, ele diz que as autoridades da época e que vieram após foram omissas em relação a isso. O Vereador Mauri da JL foi ainda mais duro. Ele disse que algumas autoridades, sem citar nomes, foram corruptas. O documento possui 45 páginas e foi lido na íntegra para os vereadores na casa legislativa.

A Presidente da Comissão, Vereadora Elizabeth Nascimento, disse que foram dias muito difíceis e de muito trabalho. Segundo ela, trabalhos de gabinete tiveram que ser deixados um pouco de lado para que as atenções fossem voltadas à CPI da Copasa. Beth relatou ainda que confia no Prefeito Municipal e espera que ele siga as sugestões feitas pela comissão. A Comissão sugeriu ao Prefeito Luís Eduardo Falcão o rompimento com a Copasa por não cumprimento de contrato e falta de licitação. Além disso, a CPI sugeriu que uma nova licitação seja feita para que uma nova empresa seja contratada.



Eles sugeriram também a criação de uma agência reguladora municipal e uma ação judicial por danos morais e ao meio ambiente. O chefe do executivo ainda não recebeu o relatório, mas sinalizou a intenção de romper o contrato. Ele foi convidado para estar presente na reunião extraordinária da Câmara Municipal nesta quinta-feira (09), onde lhe será entregue as 45 páginas do relatório final.


CLIQUE AQUI para ler o relatório na íntegra!

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