Comerciante clama por justiça após cunhada ser assassinada pelo marido com disparos até nas partes íntimas

Janete ficou por vários dias no hospital, mas acabou falecendo no dia 11 deste mês.


Uma comerciante de Luizlândia do Oeste (JK) está clamando por justiça. Denise Correa de Freitas Moreira procurou o Patos Hoje nesta segunda-feira (21) para explicar toda a brutalidade da qual Janete Moreira de Melo, 46 anos, foi vítima. Ela disse que vem sendo ameaçada após a cunhada ser assassinada. O acusado teria disparado diversas vezes contra a mulher, inclusive com tiros nas partes íntimas dela. Janete ficou por vários dias no hospital, mas acabou falecendo no dia 11 deste mês.

De acordo com Denise, por volta das 23h30 do dia 26 de fevereiro, após conversar por mensagens com Janete, recebeu um telefonema dela pedindo socorro. Janete havia sido atingida por vários disparos quando estava em casa, junto com as netinhas, nos fundos do supermercado da família, no Centro de Luizlândia do Oeste. A Polícia Militar foi acionada e providenciado socorro até a cidade de Três Marias. Denise a acompanhou até o hospital e, durante o trajeto, viveu momentos de desespero. Janete estava com ferimentos nas pernas, nas costas e 4 no interior da vagina. “A calcinha dela estava toda suja de sangue. E eu cheguei a tampar um ferimento na coxa dela com o dedo, porque jorrava muito sangue”, disse.

Janete relatou para Denise que o marido, Nilton Roberto, é quem teria efetuado os disparos com uma pistola 9 mm. "Janete vinha me dizendo que iria deixá-lo, mas ele não aceitava. No dia do crime, ele chegou bêbado e eles começaram a discutir, quando ela disse que iria se separar e também cobrado o dinheiro de uma casa que seria para pagar dívidas, eles se desentenderam novamente, e ele pegou a arma e disparou, na frente das netas dela”, disse.

Denise contou que a familiar ficou internada por vários dias em Três Marias, até ser transferida em coma para a cidade de Curvelo. Em estado muito grave, Janete acabou não resistindo e veio a óbito no dia 11 de março. A ocorrência policial foi registrada e Denise já prestou seu depoimento na delegacia na semana passada. Nilton teria se apresentado à autoridade policial dois dias depois, mas não foi preso pelo crime, que seria o de feminicídio.

Além de se revoltar por vê-lo livre, Denise disse que vem recebendo ameaças. “Janete me disse antes de morrer que era para eu sair da cidade porque Nilton iria me matar”, disse. Uma ocorrência policial das ameaças também foi registrada na Polícia Civil. Denise clamou às autoridades por justiça e disse que não vai descansar enquanto não vê-lo atrás das grades.

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