☰
✕

Com possível saída de Pazuello, centrão se articula de olho no Ministério da Saúde

A auxiliares, Pazuello afirmou que o trabalho seria de 90 dias e gostaria de voltar para o Exército e retomar sua carreira.

Sem sinais de trégua da pandemia de coronavírus, o Ministério da Saúde poderá passar por mais uma troca de comando a partir do mês que vem e já entrou na mira do centrão como a primeira pasta no governo do presidente Jair Bolsonaro a ser possivelmente ocupada pelo grupo.

O mês de agosto é o prazo que o atual ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, havia dado para cumprir a “missão” dada a ele por Bolsonaro quando assumiu o posto, em maio deste ano. A auxiliares, Pazuello afirmou que o trabalho seria de 90 dias e gostaria de voltar para o Exército e retomar sua carreira.

O prazo pode ser ampliado se Bolsonaro achar que a missão de Pazuello não terminou, mas o general sofre pressão de outros lados. Fontes ouvidas pela Reuters confirmam que há um desconforto dentro das Forças Armadas com a permanência dele no cargo e defendem que, em agosto, ele ou saia do ministério ou vá para a reserva.

Pazuello já disse a auxiliares e a parlamentares que não tem intenção de ir para a reserva neste momento.

De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, desde a última crise sobre a permanência de Pazuello no cargo, há duas semanas, quando foi criticado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, e se cogitou sua saída imediata, não houve mais sinais do Palácio do Planalto nem de Pazuello sobre deixar o ministério.

“Tem alguma movimentação, especialmente vinda do Congresso. O ´deadline´ que o ministro deu está chegando próximo, então em especial o centrão tem se articulado”, disse uma das fontes.

No Congresso, parte do centrão —grupo de partidos com quem Bolsonaro buscou aproximação nos últimos meses para formar uma base aliada— já está de olho no posto. Apesar das dificuldades em decorrência da pandemia, o Ministério da Saúde tem um dos maiores orçamentos da Esplanada.

Essa não seria a primeira vez que o centrão ocuparia a pasta da Saúde. O bloco esteve à frente do ministério por todo o governo do ex-presidente Michel Temer, primeiro com Ricardo Barros e depois com Gilberto Occhi, ambos do PP.

Com Bolsonaro, o grupo já ocupa a Fundação Nacional da Saúde com Giovanne Gomes da Silva, ligado ao PSD.

Caso a saída de Pazuello se confirme, será a terceira troca no comando do Ministério da Saúde desde o início da pandemia.

Luiz Henrique Mandetta foi demitido em abril por divergências com Bolsonaro sobre o distanciamento social, enquanto seu substituto, Nelson Teich, ficou menos de um mês no cargo até pedir demissão por discordar do presidente sobre o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.

Fonte: Reuters

Últimas Notícias

Dupla acusada de invadir clínica veterinária e furtar R$ 14 mil em tesouras é presa pela PM

Veja mais

Homem é preso com fiação quando tentava fugir por buraco feito no muro de empresa de alimentos

Veja mais

Ônibus é incendiado em São Gotardo e polícia apura possível relação com confronto que deixou dois mortos

Veja mais

Escritório de contabilidade fecha hoje em protesto às eleições presidenciais de 2026

Veja mais

Homem de 26 anos é preso após ameaçar desafeto com munições, fugir da polícia e esconder drogas

Veja mais

Flávio ampliou votação em Patos de Minas, mas Lula cresce mais entre os dois turnos; veja

Veja mais